Item de NotíciaFTIGESP NEWS // Após lacrada pela Justiça, Prol é sucateada e eleva caos de 1,2 mil gráficos
(Categoria: Geral)
Postado por FTIGESP
07 Maro 2018 - 09:36:00


Do rápido crescimento à queda brusca e afronta aos direitos trabalhistas

Seis meses após a Justiça lacrar sem garantir a segurança numa antiga gigante do ramo gráfico no estado, diante do vasto passivo trabalhista e outros deixados, o cenário hoje é caótico dentro da Prol, empresa numa área de segurança vulnerável em Diadema, devido aos roubos e drogas. O prejuízo é significativo. Só restou sucatas, reduzindo o pouco bem da gráfica deixado para pagar seus milhões em passivos. Estima-se débitos na ordem de R$ 300 mi. Até agora, nenhum dos últimos 600 gráficos demitidos receberam nada. E outros 600 gráficos faltam receber alguns dos direitos. No total, são 1,2 mil gráficos com seus direitos pendentes

"A metade desse total de gráficos prejudicados pelo desrespeito às leis trabalhistas por parte da empresa, que tem ações judiciais através do setor jurídico do nosso sindicato para rever seus direitos, ficaram ainda mais vulneráveis diante do então sucateamento do parque gráfico", diz Francisco Campelo, trabalhador da Prol e secretário-geral do STIG ABC.

A entidade de classe revela que até tentou no início, mesmo com todo o risco à integridade física de alguns trabalhadores e dirigentes sindicais, como a de Campelo, fazer a segurança da entrada da empresa, sem poder entrar nela, já que estava lacrada judicialmente e era crime entrar. Porém, por se tratar de uma área próxima à venda e consumo de droga, não conseguiram permanecer por mais de alguns dias nesta localidade.

Contudo, embora o STIG também sofra com tal decisão judicial, mesmo alertado previamente aos representantes da Justiça sobre o risco aos componentes eletrônicos das máquinas se desligassem a rede elétrica e ainda a ameaça de roubo à empresa se não houvesse segurança (área próxima à venda e consumo de droga), conselhos estes não acatados, a entidade continuará buscando as formas legais em defesa dos gráficos. "Embora ficou mais difícil, vamos buscar, através da Justiça, rastrear outros patrimônios do dono da Prol, caso haja, a exemplo de máquinas vendidas antes de todo o ocorrido, imóveis e outros bens", diz Campelo.

A Federação estadual da classe (Ftigesp), entidade na qual o STIG ABC é filiada, lamenta por toda a situação dos ex trabalhadores da Prol (uma gigante do setor gráfico em SP, que cresceu rápido e à queda também), mas lembra aos gráficos que o STIG também é refém dessa situação, porém, o grande (in) responsável pelo caos atual é o dono da empresa, que deixou de cumprir com suas obrigações trabalhistas e outras mais. A falta de planejamento, segundo diz Campelo, foi o principal fator que, segundo ele avalia, levou à queda da Prol, que fez financiamentos sem controle para comprar parque gráfico de outros empresa que fechavam, a fim de abarcar a suposta demanda sem os estudos reais do mercado.




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