Set 30
Seguro para desempregado é limitado a ida a entrevistas
O governo federal criou novas regras para limitar o pagamento do benefício do seguro-desemprego. Em São Paulo, já está sendo implementado o sistema: o trabalhador, quando for pedir o benefício, receberá até três cartas de recomendação de emprego. Se faltar às entrevistas ou recusar a vaga, sem justificativa, terá o seguro-desemprego suspenso.
Para recusar as propostas de emprego, que deverão ser compatíveis com a função do trabalhador e com salário igual ou maior que o anterior, o desempregado poderá alegar doença, que está fazendo curso profissionalizante (para exercer novo cargo) ou dificuldade de locomoção.
A nova regra começou a ser aplicada em setembro do ano passado na Paraíba e chegará a todo o país até o fim do ano, segundo o Ministério do Trabalho. Hoje, não há exigência de entrevista de emprego nem curso de qualificação para receber o seguro.
O tempo de liberação do benefício continuará de 30 dias após o pedido. Durante o recebimento, o trabalhador também poderá ser chamado para entrevistas de emprego.
O objetivo, segundo o Ministério do Trabalho, é coibir fraudes e facilitar a recolocação dos trabalhadores.
Segundo o advogado Paulo Sérgio João, da PUC-SP, há desempregados que atuam como autônomos só para se beneficiar da lei. As centras sindicais não comentaram.
Fonte: Folha de São paulo


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Set 30
CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS(ver a Cláusula na íntegra no Link CCT)
Conforme estabelecido entre as partes signatárias desta Convenção, o incentivo remunerado, sem natureza salarial, ajustado como instrumento de integração e de estímulo à maior qualidade, produtividade e eficiência da atividade industrial gráfica, referente à Participação nos Resultados alcançados no exercício de 2010, será partilhado aos Empregados abrangidos por este instrumento, para os fins e efeitos do artigo 7°, incisos XI e XXVI da Constituição Federal, e na conformidade do artigo 2°, § 1° e incisos I e II, da Lei n° 10.101/2000, e desde que observados os critérios e demais condições estabelecidos a seguir:
§ 1° - A referida Participação nos Resultados será calculada e distribuída em separado do pagamento dos salários mensais, mediante recibo específico, através de duas parcelas semestrais, a serem pagas nos meses de Março e Setembro de 2011, conjuntamente com os valores salariais dos citados meses de competências.
a) empresas com efetivo até 19 (dezenove) empregados: valor integral de R$ 462,46 (quatrocentos e sessenta e dois reais e quarenta e seis centavos), a ser pago em duas parcelas semestrais de R$ 231,23 (duzentos e trinta e um reais e vinte e três centavos);
b) empresas com efetivo entre 20 (vinte) e 49 (quarenta e nove) empregados: valor integral de R$ 503,28 (quinhentos e três reais e vinte e oito centavos), a ser pago em duas parcelas semestrais de R$ 251,64 (duzentos e cinquenta e um reais e sessenta e quatro centavos);
c) empresas com efetivo entre 50 (cinquenta) e 99 (noventa e nove) empregados: valor integral de R$ 584,87 (quinhentos e oitenta e quatro reais e oitenta e sete centavos), a ser pago em duas parcelas semestrais de R$ 292,44 (duzentos e noventa e dois reais e quarenta e quatro centavos);
d) empresas com efetivo de 100 (cem) ou mais empregados: valor integral de R$ 680,11 (seiscentos e oitenta reais e onze centavos), a ser pago em duas parcelas semestrais de R$ 340,06 (trezentos e quarenta reais e seis centavos);
A DIRETORIA

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Set 30
Fator previdenciário: IBGE lançara nova tabela de expectativa de vida
Quem completou o tempo mínimo de contribuição (35 anos, para os homens, e 30 anos, para as mulheres) e quer fugir do fator previdenciário menor tem até o dia 30 de novembro para pedir a aposentadoria.
É que a partir de 1º de dezembro, o governo adotará a nova tabela de expectativa de vida do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aumentando o desconto do fator.
O índice é multiplicado no benefício, considerando o tempo de contribuição e a idade do segurado, além da expectativa de vida no país.
A fórmula induz as pessoas a não se aposentarem cedo, pois quanto maior a contribuição e a idade, maior o índice do fator e menor o desconto na aposentadoria.
Mas, quando a expectativa de vida se eleva (essa é a tendência neste ano, com base no censo de 2010), menor é o índice do fator, o que reduz mais o benefício. (Fonte: Blog O outro lado da notícia)

Editoras da Espanha criam banca digital
Na tentativa de organizar e também incentivar o consumo das publicações digitais, as principais empresas de mídia da Espanha decidiram se unir em uma espécie de banca de jornal digital. Chamada de Kiosko y mas, a nova plataforma digital nasce com a proposta de unir, em um único endereço, mais de 30 jornais e de 60 revistas espanholas, de diferentes segmentos. A ideia é facilitar a busca pelos títulos, por parte dos usuários, ao mesmo tempo em que possibilita uma hospedagem única das publicações. A banca de jornal digital pode ser acessada via web, por computador e também por dispositivos móveis. Além disso, ela permite que os internautas baixem os títulos via Apps, para dispositivos IOS e Android. A transposição das publicações para a plataforma digital foi feita pela NewspaperDirect. Entre os títulos disponíveis no Kiosko y mas estão os jornais El País, ABC, El Correo, Las Provincias, entre outros e revistas como Lecturas, in Style, Rolling Stone, National Geographic etc. Meio & Mensagem

País avança no desenvolvimento de inovações nas embalagens de papel
O forte impacto das mudanças climáticas acelerou o debate mundial sobre a necessidade de a sociedade contar com embalagens renováveis e biodegradáveis. É nesse contexto que os fabricantes de papel instalados no País – destacadamente de papelão ondulado – tomaram a dianteira na iniciativa de oferecer novas alternativas às embalagens como plástico e madeira. Em sintonia com a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, e com o apoio técnico da ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel e da ABPO – Associação Brasileira do Papel Ondulado, a indústria de papelão ondulado vem desenvolvendo novas embalagens e usos. Devido ao avanço de novas tecnologias, tanto na matéria-prima do papelão ondulado como no acabamento de impressão, as embalagens passaram ter um maior apelo funcional e visual, tornando-se uma ferramenta de marketing para as empresas no mercado. Entre as muitas inovações dos últimos anos, destacam-se as embalagens de produtos eletrônicos com impressão flexográfica em até cinco cores com verniz; as embalagens-display, que vão direto da linha de produção para a gôndola, denominadas “shelf ready package”; as embalagens tipo bag-in-box para bebidas e os displays para divulgação e promoção de novos produtos no ponto de venda, entre diversos outros projetos. As tendências e perspectivas para o segmento de embalagens serão apresentadas na semana que vem no ABTCP 2011 - 44º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, no Transamérica Expo Center, de 3 a 5 de outubro. Mais informações no site: http://www.abtcp2011.org.br/Assessoria de Imprensa

Colégios trocam caderno por tablet
Caneta e papel ou tablet? O uso de ferramentas digitais no lugar de livros didáticos ainda está no início, mas já parece ser uma tendência. O 1 por 1, ou um computador por aluno, já é realidade em várias escolas de São Paulo. Para os pais, ver os seus pequenos mexendo sozinhos com notebooks em casa chega a dar orgulho. Porém, na escola, só o uso das máquinas digitais não é suficiente. Na escola bilíngue Cidade Jardim Playpen, na zona oeste, o uso misto de aulas tradicionais com o 1 por 1 começa logo no primeiro ano do ensino fundamental, com crianças de seis anos. Lições iniciais de informática de como escrever o próprio nome em Word são aprendidas no netbook já na fase de alfabetização. "As aulas com computadores começam cada vez mais cedo pois os alunos entram na escola com certo conhecimento adquirido em casa", diz o professor de informática Cory Willis. A escola planeja testar o uso de tablets no lugar dos cadernos em duas turmas do sexto ano em 2012. Interagir com os aparelhos eletrônicos do século 21 desde cedo é uma tática defendida por Paulo Blikstein, da Escola de Educação da Universidade Stanford (EUA). "Não tenho dúvida que o caminho é esse [1 por 1]. Se começar antes, melhor. Mas, se a escola não oferecer oportunidades para os alunos concretizarem suas ideias, a utilidade passa a ser apenas de pesquisa na internet", pondera Blikstein. Assim, os professores devem criar situações de interatividade e construção coletiva do conhecimento que vão além da busca no Google. Uma boa dica para verificar se isso ocorre é procurar conhecer criações de alunos da escola. Abrelivros/Folha de S. Paulo

Taxa de desemprego estável pelo 5º mês seguido
As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED mostram que, em agosto, o total de desempregados no conjunto das sete regiões onde a pesquisa é realizada foi estimado em 2.414 mil pessoas, 27 mil a menos do que no mês anterior. A taxa de desemprego total permaneceu relativamente estável ao passar de 11,0%, em julho, para os atuais 10,9%. Segundo suas componentes, esse resultado refletiu movimentos semelhantes da taxa de desemprego aberto (manteve-se em 8,3%) e oculto (variou de 2,6% para 2,5%).
A taxa de participação também permaneceu em relativa estabilidade (de 60,0% para 59,9%), no período em análise. Em agosto, a estabilidade do nível de ocupação, aliada à saída de 31 mil pessoas do mercado de trabalho, resultou na pequena redução do contingente de desempregados (27 mil pessoas). O total de ocupados, nas sete regiões investigadas, foi estimado em 19.792 mil pessoas e a PEA, em 22.206 mil.
A taxa de desemprego total manteve-se relativamente estável na maioria das regiões onde a pesquisa é realizada. Diminuiu apenas em Belo Horizonte, Fortaleza e, em menor proporção, em Porto Alegre.
O nível de ocupação aumentou em Recife (1,6%), Salvador (1,3%), Porto Alegre (1,1%) e Fortaleza (0,7%), permaneceu em relativa estabilidade no Distrito Federal (0,3%) e diminuiu em Belo Horizonte (1,0%) e São Paulo (0,6%).
Segundo setores de atividade, no conjunto das regiões, o nível ocupacional variou negativamente no Comércio (menos 19 mil postos de trabalho, ou 0,6%), na Indústria (18 mil, ou 0,6%), no agregado Outros Setores (11 mil, ou 0,7%) e na Construção Civil (3 mil, ou 0,2%). Apenas nos Serviços a variação foi positiva (47 mil, ou 0,4%).
Segundo posição na ocupação, o número de assalariados aumentou ligeiramente (0,7%) em agosto.
No setor privado, elevou-se o contingente de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada (1,3%) e manteve-se em relativa estabilidade o de assalariados com carteira (0,2%). Diminuiu o número de empregados domésticos (2,0%), de autônomos (1,7%) e o daqueles classificados nas demais posições ocupacionais (0,9%). Acesse também: www.dieese.org.br

Empresários e sindicalistas divergem sobre desoneração da folha salarial
Empresários e representantes de trabalhadores divergiram, na última terça-feira (27), sobre a desoneração da folha de pagamento das empresas. Em audiência da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, representantes do setor empresarial defenderam a desoneração como ferramenta de competitividade, mas não concordaram entre si sobre a forma com que ela deve ser realizada. Já os representantes sindicais, por outro lado, discordaram da desoneração, por avaliar que os cofres da Previdência serão prejudicados.
"A divergência é maior do que se pensa e precisamos discutir muito esse tema, que já é uma medida tomada pelo governo no Plano Brasil Maior em caráter experimental. Precisamos acompanhar de perto esse processo para ver a quem interessa essa desoneração", analisou a deputada Flávia Morais (PDT-GO), que sugeriu a realização da audiência.
Votação de MP
Um dos impactos da falta de consenso sobre a desoneração da folha salarial é o adiamento da discussão da Medida Provisória 540/11, que zerou a contribuição do INSS de alguns setores, como confecções, calçados, móveis e softwares. Em contrapartida, será cobrada uma contribuição sobre o faturamento com alíquota a partir de 1,5% de acordo com o setor.
O relator da proposta, deputado Renato Molling (PP-RS), disse que o seu parecer sobre o texto só será fechado na próxima segunda feira (3). Ele ainda negocia pontos da MP com o governo e com representantes dos setores afetados pela proposta.
Base tributária
O presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nese, disse que a instituição defende o corte de impostos sobre a folha com a substituição do recolhimento da Previdência pela arrecadação de um novo imposto sobre a movimentação financeira, cobrado nos moldes da antiga CPMF. "Essa é uma proposta que pode ser aplicada imediatamente. Os reflexos dessa mudança de base são numericamente positivos", disse.
No entanto, a proposta não teve apoio do representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Flávio Castelo Branco. Para ele, a desoneração precisa diminuir impostos, não mudar a base tributária. "A desoneração precisa ser a redução do custo do empregado e não apenas a transferência para outra fonte. Isso apenas mudaria a base de cálculo. Do ponto de vista do custo da empresa, pouco alteraria."
Castelo Branco ressaltou, ainda, que a sociedade já deu sinais de que não concorda com a criação de um novo tributo. Na semana passada, durante a votação da proposta que regulamenta os recursos para a saúde previstos na Emenda 29 (PLP 306/09), a Câmara derrubou a criação de um imposto nos moldes da CPMF.
Impacto na Previdência
Já os representantes sindicais defenderam a preservação das contribuições previdenciárias. O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Álvaro Sólon de França, disse que a Previdência cumpre um papel social relevante e não pode ser prejudicada nesse processo de desoneração.
"São os benefícios previdenciários que retiraram 23 milhões de pessoas da pobreza. Qualquer discussão que impacte a Previdência precisa de discussão aprofundada", disse o presidente da Anfip.
O representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), Sérgio Aurélio Velozo Diniz, enfatizou que é necessária a definição clara de como reparar os impactos da desoneração sobre o cofre da Previdência. "Não podemos discutir uma reforma tributária em retalhos, que beneficie um setor em detrimento de outros", defendeu.
O representante do Ministério do Trabalho na audiência, Renato Bignami, também defendeu cautela na discussão do corte de contribuições patronais. "É importante não baratearmos demais o valor do trabalho e fazer que essa relação se torne precária em função da desoneração que, em um primeiro momento, signifique um acréscimo no setor, mas que, no longo prazo, cause um dano maior." (Fonte: Agência Câmara)

Jorge Caetano Fermino

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Set 30
ECONOMIA I – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, cobrou uma "resposta firme" das autoridades econômicas para evitar que o mundo mergulhe em uma nova recessão. "Turbulência excepcional nos mercados financeiros e confiança debilitada podem levar a uma nova recessão, especialmente nos Estados Unidos e na zona do euro", diz Mantega na declaração ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês), que se reuniu em Washington.

ECONOMIA II – "A não ser que haja uma resposta firme das autoridades, o melhor cenário para esses países parece ser estagnação prolongada, com alto desemprego", disse Mantega ao IMFC, que é o órgão que tem o papel de assessorar o Conselho de Diretores do Fundo Monetário Internacional (FMI) e recomendar a adoção de políticas.

ECONOMIA III – Repetindo um alerta feito ao longo da semana, na qual participou de encontros de ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e do G20 (grupo das principais economias avançadas e emergentes, entre elas o Brasil) na capital americana, Mantega disse que caso haja uma nova recessão, todos os países serão afetados, "em menor ou maior grau". O ministro observa na nota que a situação atual é semelhante à de 2008, que marcou o auge da crise econômica mundial.

ECONOMIA IV – "A gravidade dos eventos recentes está nos levando a um daqueles pontos em que a cooperação é absolutamente indispensável", diz o texto apresentado pelo ministro, em nome do Brasil, e de mais oito países em desenvolvimento (Colômbia, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, Suriname e Trinidad e Tobago). Fonte: Agência Brasil

Gráfica Aquarela investe em automação e na tomada de decisões com base em indicadores
A Gráfica Aquarela vem obtendo expressivos ganhos de eficiência a partir da utilização do sistema integrado de gestão Metrics, que passou a ser adotado há cerca de quatro anos com o objetivo de reduzir o desperdício, automatizar tarefas e extrair o máximo desempenho de sua capacidade instalada e das equipes profissionais nas diferentes áreas de negócio. Com ferramentas de automação abrangendo todos os processos – desde o atendimento comercial, controle de produção até a gestão administrativa, a empresa investiu na obtenção de indicadores de desempenho como forma de ancorar decisões de negócios rápidas e acertadas. Entre os benefícios da automação, a Aquarela destaca a utilização cada vez mais intensiva da ferramenta de pós-cálculo do sistema da Metrics, que viabiliza aos gestores uma avaliação precisa sobre os resultados financeiros de cada job realizado e sua comparação com o resultado esperado previsto no orçamento. De acordo com Marcelo Marangoni, diretor administrativo e financeiro da empresa, uma falha estrutural na maioria das indústrias gráficas está em cair na tentação de apelar para orçamentos baixos, porém pouco consistentes e, invariavelmente, produzidos sob forte pressão por preços baixos. A Aquarela é hoje uma das gráficas mais bem integradas em seus processos de venda, produção, administração e gestão, o que permite que a empresa obtenha informações contábeis precisas e imediatas, viabilizando uma gestão ainda mais eficiente. Todo o parque de impressão da Aquarela está automatizado com a ferramenta Metrics JobTrack. Assim, as ordens de produção são encaminhadas diretamente dos computadores dos gestores e têm seu andamento monitorado de forma compartilhada e online. Para Marcelo Marangoni, outro importante ganho da automação está na redução do tempo de apuração do resultado mês a mês, o que ajuda a empresa a se antecipar a problemas e a replanejar a produção a tempo de recompor os resultados. Abigraf

Crescimento do índice de pessoas trabalhando em agosto foi o menor registrado dos últimos 12 meses
São Paulo – O crescimento do nível de ocupação do mês de agosto no mercado de trabalho foi o menor registrado nos últimos doze meses. A elevação, de 1,8%, contrasta com a do mesmo mês de 2010, quando atingiu aumento de 4,1%. O resultado, divulgado hoje (28), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra desaquecimento do mercado de trabalho, segundo a entidade.
“Neste momento, a ocupação já deveria estar dando sinais de crescimento. Em agosto de 2010, o crescimento está na margem de 4,1%, mas agora a gente vem em uma trajetória descendente. Hoje, o crescimento é 1,8%, muito menor do que observávamos, indicando uma desaceleração do mercado de trabalho”, diz Patrícia Costa, assessora técnica do Dieese. Em junho, a elevação da ocupação foi 2,6% e, em julho, 2,7%.
As regiões metropolitanas de São Paulo e Brasília foram as principais responsáveis pela queda do índice de ocupação, que atingiu, respectivamente, 1,7% e 1,2%. Recife registrou crescimento de 4,4%, Porto Alegre de 3,6% e Fortaleza de 2,8%. Salvador e Belo Horizonte mantiveram o nível de ocupação estável.
Os dados constam da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Dieese feita em parceria com Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). O levantamento é feito nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, Porto Alegre, Recife e Salvador.
Fonte: Agencia Brasil

Trabalhador sofre com burocracia do INSS
O operador de guilhotinas de uma gráfica em Mauá José Luiz da Silva, 57 anos, sofreu duas tromboses - a primeira há seis anos e a segunda em 2009, e está descoberto de auxílio-doença e mesmo invalidez desde março, quando parou de receber. Não tem condições de ir ao trabalho, tampouco de operar a máquina, tamanho o problema na perna, garantem ele e laudos médicos obtidos pela equipe do Diário.
Desde a última internação travou sucessivas batalhas com a Previdência Social pelos benefícios. Perdeu em todas. A realidade dele não difere da de muitos brasileiros, cuja via-sacra parece não ter fim a cada laudo feito por peritos do INSS, rejeitados os afastamentos do trabalho por conta dos problemas de saúde.
"Estou com o joelho todo preto por causa da trombose, formando coágulos", diz Silva. Solidarizado com o funcionário, o patrão o mantém contratado - senão, poderia ser demitido por abandono de trabalho. Ele está há três anos na gráfica. Médicos do hospital Nardini e Mario Covas já o afastaram diversas vezes. Da última, deveria ficar em casa por seis meses; tempo necessário para o tratamento, segundo um dos laudos. Período que deveria receber, a pedido do atestado médico, o auxílio-doença. "O médico me afasta, pois não estou em condições de trabalhar. Eu sinto dores nas pernas porque meu trabalho exigia que eu ficasse em pé, operando a guilhotina. Mas sempre vem um indeferimento do INSS."
Se fosse diabético, já teria perdido a perna. Toma até hoje benzetacil para evitar novas complicações. A reconsideração do laudo da previdência seria feita no dia 22, mas acabou adiada para o dia 4. Por enquanto, ele vive com a ajuda da irmã.
MOVIMENTAÇÃO - Não há dados atuais sobre essas reclamações, mas a certeza é de que continuam recorrentes entre contribuintes do INSS. É o que afirmam advogados previdenciários ouvidos pela equipe do Diário. Entre eles, a advogada da Associação dos Metalúrgicos Aposentados, Dulce Orlando Costa. "Tem-se encontrado dificuldades para se conseguir auxílios mais frequentemente que em anos anteriores. Médicos do setor público ou privado atestam as condições e o perito, muitas vezes, nem olha no rosto do paciente e já indefere, sequer se dão ao trabalho de examinar."
Outro advogado, especializado em atendimento previdenciário, Murilo Aith, enfatiza que a realidade já está desgastada. Nesses casos, a saída é enveredar pela seara judicial. "É imprescindível que se procure advogado para conseguir comprovar a doença, por meio dos laudos, conseguindo um mandado de segurança", afirma.
Nessa alternativa, uma decisão que obrigue a previdência a conceder o benefício sai rápido, garante o especialista. "Questão de menos de um mês." Diz ainda que os relatórios negativos são feitos mesmo que o trabalhador esteja visivelmente inapto a retornar. Procurado para comentar o caso do operador Silva, o INSS não retornou até o fechamento desta edição. Fonte: Diário do ABC

Homens são 25% mais felizes no ambiente de trabalho do que as mulheres
SÃO PAULO – Os homens são 25% mais felizes no ambiente de trabalho do que as mulheres. Essa foi umas das conclusões de um estudo feito com trabalhadores norte-americanos, mas que pode perfeitamente ser aplicado ao universo brasileiro.
Segundo o consultor do Instituto de Qualidade de Vida, Artur Zular, a questão não são as particularidades do mercado de trabalho norte-americano ou brasileiro. O que justifica essa constatação é algo bem mais simples: “a cabeça do homem é muito menos poluída do que a da mulher”, observa Zular.
O estudo foi elaborado pela Captivate Network, com mais de 670 profissionais norte-americanos, e divulgado em setembro deste ano.
Filhos, família, serviços domésticos
Na prática, enquanto os homens podem se preocupar com academia, com o happy hour da sexta-feira e o jogo do seu time de futebol, os pensamentos das mulheres estão focados na casa, nos filhos e nas atividades domésticas. Lembrando que, mesmo que tenham condições de pagar alguém que faça isso por elas, ainda é sua obrigação dar as ordens e coordenar.
Segundo Zular, o que influencia a felicidade no ambiente de trabalho é o que está no pensamento das pessoas. Nesse sentido, já que a mente das mulheres é ocupada por assuntos que exigem mais responsabilidade, diz ele, isso fatalmente vai impactar sua felicidade no ambiente de trabalho.
Além disso, apesar de as mulheres terem conquistado espaço no mundo corporativo, elas ainda precisam mostrar que são melhores que os homens. “Além de ser, elas têm que se mostrar competentes”, afirma Zular, lembrando que as pesquisas ainda mostram que em muitas posições as mulheres recebem menos do que os homens para desempenhar exatamente a mesma função.
Exigências estéticas
Os homens precisam ser bem-sucedidos, e as mulheres, bonitas. Segundo Zular, a exigência estética no universo feminino é muito maior do que no masculino. Se, por um lado, a mulher tem de ser magra, bonita e ter as unhas feitas, para o homem, basta ter dinheiro. É basicamente assim que funciona, no entanto, é um pouco complicado para as mulheres alcançarem esses objetivos tendo de ficar 10 horas por dia sentadas, explica Zular.
A pressão para que se case, que tenha filhos e que construa uma família divide suas preocupações com coordenar uma equipe, entregar resultados e lidar com conflitos na função em que atua.
Ainda no ambiente de trabalho, a questão da interação também deve ser considerada. No caso dos homens, com uma cabeça menos "poluída", eles podem se "aclimatar" melhor ao ambiente de trabalho. “Ele pode interagir mais e melhor”, acredita Zular.
Além disso, os hormônios também fazem diferença. A testosterona, presente em mais quantidade no organismo masculino, é o hormônio da força e do arrojo. As mulheres, por outro lado, tendem a ser mais sensíveis, o que também pode afetar sua felicidade no ambiente de trabalho. Portal IG


Jorge Caetano Fermino



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Set 27
IVC começa a medir microjornais
O Instituto Verificador de Circulação anunciou na semana passada o IVC MPE, auditoria de circulação direcionada a micro e pequenos editores de jornais, e o i-MediaPlanner, ferramenta de pesquisa e análise de mídia. O IVC MPE foi criado para atender especificamente jornais com circulação de até 5 mil exemplares, incluindo a versão impressa e digital. Segundo o presidente executivo do IVC, Pedro Martins Silva, a iniciativa permitirá que a auditoria de circulação ganhe ainda mais abrangência, alcançando publicações nos mercados regionais de todo o Brasil. Outro lançamento do IVC foi o i-MediaPlanner. A ferramenta de pesquisa e análise de mídia, baseada em dados de circulação e audiência online, traz nova perspectiva para o trabalho de profissionais de Mídia e Planejamento. Os principais diferenciais do recurso são a inteligência e funcionalidade na busca de informações. “Com um clique será possível saber quem é o player mais importante em cada região ou Estado, segmentando ainda por capital ou interior e por dias úteis ou domingos” enfatiza João Torres, gerente de Websites e Comunicação do IVC, responsável pelo desenvolvimento da plataforma. O novo sistema de consulta ligado ao banco de dados também permitirá ver a distribuição regional da circulação dos jornais e revistas por meio do i-MediaMap, da mesma forma que o IVC já disponibiliza para os websites com audiência certificada. ADNews

Publicidade volta às ruas de São Paulo
Desde janeiro de 2007 sem ver propagandas espalhadas pela cidade, os paulistanos voltarão a encontrar os anúncios em breve. Na última quarta-feira, 21, a Câmara Municipal aprovou a volta em 43 mil pontos de São Paulo, de acordo com o site Estadão.com.br. Em mil relógios, placas com até 4 metros quadrados poderão abrigar as peças, o que será permitido também em 23 mil abrigos de ônibus e, por sugestão do prefeito Gilberto Kassab, em 19 mil totens de paradas e das estações de embarque/desembarque do transporte coletivo municipal. Kassab incluiu pontos de última hora, mas teve apoio de 37 dos 55 vereadores paulistanos. O projeto original tramitava desde fevereiro de 2010. Segundo o prefeito, a abertura à Lei Cidade Limpa ajudará na manutenção de equipamentos públicos, como os relógios, que há tempos estão sem seu funcionamento pleno. Com a injeção comercial, os aparelhos receberão câmeras para a CET e para a Guarda Civil Metropolitana, além de informar como anda a qualidade do ar e trazer o status do trânsito. Em um período de 30 anos, as concessões devem colocar R$ 2 bilhões na conta da Prefeitura. O próximo concessionário instalará mais 700 relógios na cidade. Kassab acabou com a obrigação de que os aparelhos devem estar fora de áreas nobres, já que a concorrência - antes dividida em quatro regiões - será feita em lote único e para uma só empresa. O vencedor também está livre de exibir mensagens governamentais, como campanhas de trânsito e saúde. E os 16 mil abrigos de ônibus a serem instalados pelo concessionário não precisarão exibir informações sobre trânsito por meio de painéis eletrônicos, como seria exigido; isso será necessário apenas nos 7 mil abrigos já existentes - a maioria, lembra o Estadão, está degradada. ADNews

RR Donnelley realiza aquisições mundiais e aposta em segmentos variados
Ampliando cada vez mais sua área de atuação no mercado gráfico, a RR Donnelley anunciou a compra da provedora de serviços digitais, a LibreDigital. A empresa atua como fornecedora líder na distribuição de conteúdo digital, leitura de software, conversão de conteúdo, análise de dados e serviços de inteligência de negócios para as editoras de livros, revistas e jornais. Essa aquisição faz parte da estratégia global da RR Donnelley de direcionar os seus investimentos para crescimento em segmentos não muito comuns no setor gráfico, ação que deve ser estendida aos demais países onde a companhia atua. Além disso, reforça a capacidade da gráfica como provedora de soluções integradas de comunicação, uma vez que a empresa já possui capacidade inovadora para a criação de conteúdo digital e tratamento seguro da informação. A LibreDigital é pioneira em réplicas digitais de livros e periódicos e líder no fornecimento de conteúdo para mais de 40 sites de comércio eletrônico. A plataforma LibreDigital também permite que os editores comercializem e vendam o conteúdo digital direto para o consumidor final. Agora, a RR Donnelley poderá produzir livros em quantidades diferenciadas: desde uma unidade até milhões; preparar conteúdo para distribuição aos leitores de e-books e fornecer inteligência de negócios para os clientes durante todo o processo. Em agosto, a RR Donnelley adquiriu a Sequence Personal, corporação que desenvolveu um software proprietário que permite ao leitor selecionar conteúdo relevante para ser produzido digitalmente. No início de julho incorporou, também, a Helium and Journalism Online, empresa de serviços autorais on-line. Abigraf

Empresa insalubre dá tempo especial a todos
O segurado que trabalha em uma empresa que utilize materiais nocivos pode ter direito à aposentadoria especial no posto do INSS, mesmo que a sua profissão não o coloque em exposição direta aos agentes nocivos, segundo decisão da Junta de Recursos do instituto de setembro deste ano.
Poderão ser beneficiados pela decisão do INSS empregados dos setores químico, metalúrgico e farmacêutico.
Para conquistar o benefício é preciso pedir o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais ) em um posto do INSS e confirmar se a empresa pagou ao segurado uma contribuição "majorada", ou seja, maior do que a necessária para um segurado em atividade não insalubre. Agora SP

Peça já a aposentadoria e fuja da nova tabela do fator
Quem completou o tempo mínimo de contribuição (35 anos, para os homens, e 30 anos, para as mulheres) e quer fugir do fator previdenciário menor tem até o dia 30 de novembro para pedir a aposentadoria.
É que a partir de 1º de dezembro, o governo adotará a nova tabela de expectativa de vida do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aumentando o desconto do fator.
O índice é multiplicado no benefício, considerando o tempo de contribuição e a idade do segurado, além da expectativa de vida no país.
A fórmula induz as pessoas a não se aposentarem cedo, pois quanto maior a contribuição e a idade, maior o índice do fator e menor o desconto na aposentadoria.
Mas, quando a expectativa de vida se eleva (essa é a tendência neste ano, com base no censo de 2010), menor é o índice do fator, o que reduz mais o benefício. Agora SP

Desemprego em agosto é o menor para o mês desde 2002, segundo IBGE
A taxa de desemprego para o conjunto de seis regiões metropolitanas do país ficou estável em agosto, variando 6%, leitura idêntica a do mês de julho e inferior à marca registrada em agosto de 2010 (6,7%).
O resultado, divulgado na quinta-feira (22) pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi o menor para agosto desde o início da série, em março de 2002.
A população desocupada chegou a 1,4 milhão de pessoas, estável em relação ao mês anterior. Na comparação com agosto de 2010, registrou um recuo de 10% (correspondendo a menos 160 mil pessoas nessa condição).
A população ocupada em agosto deste ano era de 22,6 milhões, também estável na relação com o mês anterior. Na comparação com agosto do ano passado, houve aumento de 2,2%, verificado pelo acréscimo de 488 mil ocupados no intervalo de 12 meses.
O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado chegou a 11 milhões, permanecendo estável na relação mensal. Na comparação com o mesmo período de 2010, verificou-se alta de 7,5%, com 764 mil novos postos de trabalho com carteira assinada em 12 meses.
O rendimento médio real (descontada a inflação) dos ocupados foi de R$ 1.629,40, ata de 0,5% em comparação com julho. Na comparação com agosto do ano passado, o poder de compra dos ocupados cresceu 3,2%.
A PME é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. (Fonte: Folha.com)

Crise já faz 200 milhões de desempregados no mundo, diz OIT
Um relatório elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelou que o número de desempregados em todo mundo chega a 200 milhões, o maior índice já registrado durante o atual momento da crise do capitalismo. E, se a economia continuar a desacelerar, o número poderá ser ainda maior em 2012 nos países do G20.
O documento, feito em conjunto com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), foi elaborado a pedido do G20 (grupo das 20 maiores economias do planeta) e divulgado hoje, em Genebra, na reunião ministerial do grupo, que acontece entre terça (26) e quarta-feira (27), em Paris. Segundo o levantamento, apesar da expressiva taxa de desemprego, ela vem diminuindo durante 2010.
No futuro, a OIT e a OCDE acreditam que se continuarem assim as taxas de crescimento do emprego, não será possível recuperar os 20 milhões de empregos que os países do G20 perderam desde 2008, quando a crise começou. Com isso, as perdas serão ainda mais devastadoras. Os órgãos apontam que os jovens serão os mais atingidos e que haverá uma incidência maior do desemprego de longa duração.
"Devemos atuar agora para reverter a desaceleração no crescimento do emprego e resistir à perda de postos de trabalho. É absolutamente indispensável dar prioridade ao trabalho decente e investir na economia real", afirmou em comunicado o diretor-geral da OIT, Juan Somavía, que defendeu uma cooperação mundial, além da retomada dos compromissos feitos nas cúpulas do G20 de Pittsburgh e Seul e o foco nos empregos de qualidade durante a recuperação.
Segundo avaliação da OIT e OCDE, o emprego deveria crescer a uma taxa anual de pelo menos 1,3% para chegar em 2015 com um nível similar ao registrado antes da crise.
Somente essa taxa permitiria criar 21 milhões de empregos adicionais, ao ano, recuperar os postos de trabalho perdidos desde 2008 e absorver o aumento da população em idade laboral. Mas, ainda de acordo com o documento, o emprego crescerá a uma taxa de apenas 0,8% até o final de 2012.
A promoção do pleno emprego, o trabalho de qualidade e o respeito aos direitos trabalhistas fundamentais serão alguns dos pontos discutidos pelos ministros de Trabalho do G20.
A solução apontada por Somavía é mais investimento para "crescimento das empresas na economia real e à geração de trabalho decente" para a criação de emprego que, para ele, "deve se transformar em uma das principais prioridades macroeconômicas". (Fonte: Portal Vermelho, com agências)

Interesses patronais e sindicais enfrentam-se em projeto da terceirização
Com discrição, deputados ligados ao empresariado e aos sindicatos tentam colocar um fim à histórica disputa pela regulamentação da terceirização da mão de obra.
As negociações estão em fase final, e a expectativa dos envolvidos nas tratativas é que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprove em caráter conclusivo o projeto ainda neste ano. O Senado passaria então a analisar o tema, que precisará ainda da sanção presidencial para sair do papel.
O desfecho das negociações é acompanhado de perto por empresários e trabalhadores com interesses na regulamentação da prestação de serviços, atividade que carece de estatísticas oficiais que dimensionem quantas empresas e pessoas poderão ser afetadas pela proposta. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, divulgou estudo em 2009 segundo o qual 54% das empresas do setor utilizavam serviços terceirizados.
Marco regulatório
"Estou propondo um marco regulatório, não vou descer para as especificidades de cada setor", afirmou o relator da matéria, deputado Roberto Santiago (PV-SP), que é vice-presidente da central sindical União Geral dos Trabalhadores.
Em seu relatório, Santiago pretende proibir a intermediação da contratação de mão de obra, prática comum em alguns setores e que já provocou, por exemplo, graves problemas na construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio.
O parecer deve determinar que as prestadoras de serviços tenham apenas um objeto em seu contrato social. A ideia, sustenta o deputado, é garantir ao trabalhador benefícios sociais e direitos obtidos nos acordos coletivos de suas categorias. "Não poderá ter uma empresa genérica", explicou Santiago.
Outro ponto do relatório pretende obrigar os contratantes a fiscalizar se as empresas que lhe prestam serviços estão recolhendo os encargos sociais e cumprindo os acordos coletivos fechados pelas categorias de seus funcionários. "Se ela [empresa contratante] não cumprir isso, será considerada solidária direta", afirmou. "Quem contrata mal pagará duas vezes, porque terá responsabilidade solidária."
Patrões querem relação "subsidiária"
As entidades patronais preferiam que a relação entre as empresas contratantes e as prestadoras de serviços fosse "subsidiária". Ou seja, as contratantes só poderiam ser acionadas na Justiça caso as prestadoras de serviços não honrassem débitos devidos aos trabalhadores. Sendo solidárias diretas, as tomadoras e a prestadoras dos serviços se responsabilizam igualmente pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias.
Para o deputado Sandro Mabel (PR-GO), um dos representantes dos empresários na Câmara na negociação, as empresas que fiscalizarem suas prestadoras de serviços estarão protegidas: "Isso garante isonomia e segurança. Concordamos que não haja precarização do trabalho."
O marco regulatório em elaboração pelos deputados também fixa regras para evitar que empresas sem solidez financeira entrem no mercado de prestação de serviços, o que visa reduzir os riscos de elas quebrarem sem quitar suas dívidas com os trabalhadores. Segundo o texto em discussão, empresas com até dez empregados precisarão ter um capital mínimo já integralizado de R$ 50 mil em máquinas e equipamentos para garantir seus contratos. Essas exigências chegarão a R$ 1 milhão para as empresas com mais de 500 funcionários.
Além disso, a receita de um mês do contrato fechado entre as empresas contratantes e contratadas servirá de caução para garantir o pagamento dos funcionários, caso ocorra algum problema com a empresa terceirizada. Em relação ao setor público, o parecer de Santiago deve proibir a contratação de prestadores de serviços para as funções que estiverem previstas nos planos de cargos e salários dos órgãos estatais.
Projeto de Mabel
A comissão especial para debater o assunto foi criada depois que a bancada de deputados ligadas aos empresários conseguiu aprovar na Comissão do Trabalho da Câmara um projeto de autoria de Sandro Mabel.
O texto, relatado por Sílvio Costa (PTB-PE), deixava expresso que não existe vínculo empregatício entre a empresa contratante e os trabalhadores ou sócios das empresas prestadoras de serviços. Estabelecia ainda que a empresa contratante só terá responsabilidade subsidiária em eventuais disputas judiciais.
A proposta desagradou aos parlamentares com ligações no meio sindical, que perderam a votação na comissão. O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) chegou até a apresentar um recurso ao plenário da Câmara questionando a decisão do presidente da Comissão do Trabalho de não adiar a votação do projeto de Mabel.
Agora, a ideia de Santiago e Mabel é fechar um texto de consenso e apresentar, na Comissão de Constituição e Justiça, como substitutivo à proposta aprovada pela Comissão do Trabalho da Câmara. (Fonte: Valor Econômico)

Jorge Caetano Fermino


written by FTIGESP

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