Nov 24

Nesta sexta-feira (24), ainda de madrugada em Vinhedo, os gráficos da Emepê, uniram-se ao Sindicato da classe (Sindigráficos), para lutar pelo direito de continuar recebendo a hora-extra trabalhada e mais direitos. A revolta da classe é generalizada. Pois, apesar de pedir só a manutenção de direitos e um reajuste salarial digno, o sindicato patronal quer acabar com o pagamento da hora-extra e outros diretos dos gráficos da Emepê e de todas gráficas em quase todo estado. Assim, a assembleia de hoje, com 150 gráficos do 1º e 3º turnos da Emepê, logo se transformou em paralisação da produção. Eles cruzaram os braços. Só não continuaram por tempo indeterminado a pedido do Sindigráficos. Hoje, mais tarde, haverá a 4º rodada de negociação com o sindicato patronal, que já foi notificado de greve antes pelo Sindigráficos e gráficos de outras regiões.

A reunião será hoje às 15h na capital. A campanha salarial da categoria é unificada no estado. Logo, o seu resultado é de interesse dos gráficos da Emepê e das demais gráficas de Vinhedo, Cajamar, Jundiaí e quase todas as regiões do estado. Até agora, sequer a pauta de reivindicação dos trabalhadores foi analisada. Os patrões só exigiram o fim de direitos em sintonia com a reforma trabalhista do Temer e congressistas aliados.

O fim do pagamento da hora-extra e da homologação no Sindicato da rescisão contratual são algumas das exigências dos patrões. "O levante suspenso na Emepê é só um sinal do que ocorrerá se o golpe patronal sobre os direitos continuar, já que nenhum gráfico de qualquer empresa aceitará reduzir o seu dinheiro trabalhando a mais, nem aceitará perder qualquer coisa", alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos e secretário-geral da Federação dos Trabalhadores Gráficos do Estado.

Outras notificações de greve de mais regiões devem ser apresentadas ao sindicato patronal se insistir neste ataque aos direitos dos gráficos do estado. Até o momento, as notificações já abrangem todas as gráficas das regiões de Jundiaí, Guarulhos e Taubaté. No interior de Sorocaba e Bauru também houve assembleias de gráficos nas semanas anteriores, bem como na região de Barueri/Osasco. Há poucos dias, assembleias também iniciaram, ainda sem paralisação, em uma empresa na capital. E todos sindicatos dos gráficos no estado participaram da ultima mesa de negociação com o patronal, saindo indignados do ataque lá proposto.

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Nov 23

Trabalhadores da cromossete rejeita proposta criminal e absurda do sindicato patronal. Resistir para avançar. Patronal quer retirar os direitos adquiridos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), vejam as propostas: Alteração do pagamento para o 5º dia útil; Banco de horas livres, sem a participação do Sindicato; Homologações nas Empresas; Retirar os 15 dias do aviso prévio para quem tem mais de 12 anos na Empresa. Trabalhador Gráfico não fique fora dessa luta, pois temos que "RESISTIR PARA AVANÇAR". Próxima rodada de negociação com o Patronal será no dia 24/11/2017.

FONTE: STIG SÃO PAULO 

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Nov 23

Os trabalhadores das gráficas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e demais regiões do estado de São Paulo recebem 65% ou 100% a mais da hora de trabalho que extrapola o horário do expediente oficial. O valor é dobrado quando a hora-extra é feita em feriado e domingo. É de 65% em dia de semana. O direito está garantido há décadas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da classe. Mas, deste o último dia 11, se depender da reforma trabalhista do Temer, a conquista pode deixar de existir, pois a nova lei permite a compensação das horas ao invés do pagamento em dinheiro. Foi isso inclusive que o sindicato dos donos das gráficas paulistas exigiu na última semana durante a 3ª rodada de negociação salarial anual e renovação da CCT. Uma nova rodada será realizada nesta sexta-feira (24). Mas os gráficos da Bercron, na cidade de Valinhos, não temem tal mal, porque, devido a cobrança do Sindicato da categoria (Sindigráficos) aos donos desta empresa, foi firmado o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) onde garantiu o pagamento da extra e mais direitos. LEIA MAIS 

FONTE: STIG JUNDIAÍ 

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Nov 23

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Nov 22

Nesta sexta-feira (24), haverá a quarta tentativa de negociação entre patrões e trabalhadores gráficos da maioria do estado. Até agora, em sintonia com a reforma trabalhista que retira direitos e justiça social do trabalho, o sindicato patronal segue a cartilha neoliberal do governo Temer. Os patrões insistem no ataque deliberado aos direitos coletivos da classe. Este é o resumo das três primeiras rodadas que não podem ser chamadas de negociação, pois, até agora, a pauta de reivindicação dos trabalhadores sequer foi analisada. Na última terça-feira (14), por exemplo, as empresas trocaram seus ataques à data-base e à PLR dos trabalhadores para focarem no golpe a um conjunto de direitos econômicos da categoria.

A Federação paulista dos gráficos (Ftigesp) repudiou mais este absurdo e insistente ataque patronal, que só mudou o foco dos direitos a serem atacados. "Desta vez, centraram-se contra quatro direitos específicos da Convenção Coletiva de Trabalho da classe. Exigem o fim deles para não mais atacar a data-base (1º de novembro) e a PLR dos trabalhadores", conta Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp. Nesta lista de extinção de direitos, os patrões iniciaram querendo garantir o fim do pagamento da hora-extra ao excluir uma cláusula que cria limitações para aplicação do banco de hora. Outro absurdo em sintonia com a reforma trabalhista, é desobrigar de vez a homologação da rescisão contratual no sindicato.

A lista dos ataques patronal aos direitos dos gráficos continua. O fim do aviso prévio com 15 dias a mais que a maioria da classe trabalhadora também entrou na pauta. Querem a extinção dessa condição especial já garantida há décadas. A outra cláusula da convenção atacada na última rodada foi a que obriga pagamento salarial no dia 5 e não no 5º dia útil. Sem ela, o gráfico demora mais para receber o salário e o adiantamento quinzenal. Enquanto isso, sequer a pauta dos trabalhadores foi tratada.

Em resposta a tantos ataques, três dos 15 sindicatos que participam da negociação já notificaram de greve o sindicato patronal. As paralisações podem iniciar legalmente em qualquer momento nas regiões de Jundiaí, Guarulhos e Taubaté. O cenário de acirramento já ocorrem também em mais regiões. Tem havido assembleias em várias gráficas em Barueri e Osasco. O conjunto dos 15 sindicatos inclusive participaram da última rodada de negociação e promete engrossar na próxima sexta-feira (24).

"O patronal gráfico não pode se esconder de sua responsabilidade em negociar e as consequências. A reforma trabalhista já ataca os direitos e não é preciso acentuar. Os metalúrgicos paulistas e outras classes, por exemplo, já renovaram os seus direitos", destaca Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos gráficos de Jundiaí (STIG). A Ftigesp realça ainda que inclusive a própria categoria gráfica acaba de conquistar em Pernambuco, região com uma produção menor que a paulista, a devida renovação da convenção coletivo com cláusulas de barreira à reforma, e um reajuste salarial de quase o dobro da inflação anual. "Enquanto isso, absurdamente, o sindicato patronal (Sindigraf-SP) quer retirar quatro dos atuais 87 direitos coletivos para garantir apenas a recomposição salarial diante da inflação, a data-base e a PLR da classe", criticam os STIGs.

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