Mar 19

Apesar da conquista, a aposentada Roseli Amarante, 55 anos com dois filhos na capital paulista, teme pelas profissionais que estão na ativa porque várias delas dificilmente conseguirão se aposentar se houver a reforma previdenciária.

Embora não tenha recebido o reconhecimento pelas empresas por onde passou ao longo dos 28 anos no setor de acabamento gráfico, tampouco a aceitação do marido devido o horário de trabalho e outras questões, a trabalhadora aposentada Roseli Ramos Amarante da Silva, de 55 anos e dois filhos, revela que tudo valeu à pena porque gostava do que fazia. Ela conta inclusive que só foi por conta de sua atividade profissional no decorrer da vida que conseguiu comprar seu automóvel e até sua casa.

Todavia, apesar dessa conquista de Roseli, muitas outras trabalhadoras ainda não conseguiram ter a sua moradia ou carro. E, partir do governo Temer e os políticos aliados, que aprovaram a lei da reforma trabalhista e querem a mudança da lei da Previdência para dificultar a aposentaria, reduzindo direitos de forma significativa, não darão mais condições às mulheres e homens trabalhadores a adquirir seu sonho da casa próprio.

Embora tenha comprado casa e carro com seu trabalho de 28 anos nas gráficas Excelsior S/A, Pannon, Potyguara e Estamel, e sustentado sua família, Roseli não esconde a revolta com o que Temer e seus políticos aliados querem fazer contra a aposentadoria das trabalhadoras. Pelo texto da reforma previdenciária, será limitado o direito à aposentadoria para mulheres/homens, pois não conseguirão mais completar o tempo de contribuição ao INSS, diante da elevação imposta pela propositura.

"Essa reforma do Temer é péssima. Precisamos de mais mobilizações e paralisações para poder combater esse tipo de medidas por parte do governo e assim manter nossos direitos e alcançar novas conquistas", pontua Roseli, que está sendo homenageada pelo Sindicato de São Paulo (STIG-SP) durante este mês do Dia Internacional das Mulheres. Ela aproveita e aconselha as gráficas que ainda não estão na condição de aposentadas para filiarem-se ao sindicato e fortalecerem sua classe.

A Federação Estadual dos Gráficos (Ftigesp), entidade da qual o STIG-SP é filiada, felicita Roseli por seu esforço e dedicação no trabalho no decorrer da vida que lhe deu condições de se proteger e a sua família. "Infelizmente, muitas outras empregadas na ativa não terão as mesmas condições com as consequências negativas com a aplicação da lei da reforma trabalhista e uma eventual reforma da Previdência do governo Temer e seus aliados", fala Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp. A única forma de evitar tal males, segundo o experiente sindicalista, é de a classe trabalhadora aproveita as eleições gerais de outubro e votar só em políticos contrários a estas reformas contrárias ao trabalhador.

written by FTIGESP

Mar 16

É raro mulher operando impressoras em gráficas. Apesar da superação de Ester Costa, que é mãe de uma filha, ainda conseguiu se aposentar - direito ameaçado pela então reforma previdenciária de Temer e aliados

Na região de Sorocaba, a profissional Ester Pedro da Costa, de 56 anos e mãe de uma filha, venceu uma barreira quase que intransponível para trabalhadoras gráficas no país, diante do preconceito e outras questões, inclusive pela cultura patriarcal. Ela inverteu o ainda padrão atrasado nos parques gráficos onde se exercita que lugar de mulher é no setor de Acabamento e em áreas do Administrativo. A profissional conseguiu ser impressora offset, um segmento nobre da área gráfica. E, até garantir a sua aposentadoria, atuou em três gráficas durante 25 anos. Apesar da superação e conquista, também precisou cuidar da filha e enfrentar a desigualdade salarial quando comparado o salário dos homens no setor.

"Comecei como todas pelo setor de Acabamento, depois bloquista, até chega na impressão", conta Ester agradecida pelas chances oferecidas a ela para rodar máquinas do tipo offset. Mas também não esconde sua chateação diante da desvalorização da mão de obra da mulher em seus postos de trabalho. Antes de se aposentar, a profissional passou pelas gráficas Camir, Vital Artes Gráficas e também pela Tipografia Belgráfica.

Outra coisa que tira a paciência de Ester é ouvir o governo defender a reforma da Previdência e, sobretudo, os motivos alegados para fazê-la. "Eles (Temer, ministros e os políticos aliados) querem nos passar que nós trabalhadores damos prejuízo ao nosso país por conta do nosso direito de se aposentar", questiona frontalmente a gráfica aposentada.

Ela classifica isso de enganação, porque considera que elevar a idade e o tempo de contribuição para as mulheres se aposentar, mesmo elas enfrentando desigualdade diária ao longo da vida, além da dupla/tripla jornadas de trabalho, não melhorará o país e piorará a vida da mulher e da sua família (que já é difícil). "No meu ponto de vista é uma 'Deforma Previdenciária', ou seja, ferra todas conquistas sociais", pontua Ester.

"Tenho orgulho e respeito por minha categoria da qual faço parte e vejo que valeu muito ser gráfica durante a minha vida", avalia a aposentada.
Ester, que está recebendo do Sindicato da categoria uma homenagem agora, durante este mês de celebração ao Dia Internacional da Mulher, faz questão de deixar o seu conselho às novas trabalhadoras gráficas: Jamais desistam de seus objetivos, pois os obstáculos que aparecerem em sua vida, que lhe sirvam de aprendizado, e devem estar preparadas a competir com igualdade dentro das indústrias, e da nossa sociedade.

"É uma homenagem muito merecida. Além de Ester ser uma excelente profissional, ela também era dirigente sindical e se dedicou bastante na luta pelos direitos de seus companheiros nas empresas onde atuou", destaca Leonardo Del Roy, presidente da Federação Estadual dos Gráficos (Ftigesp), órgão do qual o Sindicato da classe de Sorocaba é filiado. Ele destaca que Ester conseguiu quebrar o preconceito dentro das gráficas, atuando como impressora, função esta que tem sido bem procurada pelas mulheres junto às escolas de Artes Gráficas do Senai. "Parabéns para você minha querida amiga e que o seu trabalho na categoria gráfica sirva de incentivo para outras se tornarem profissional gráfica na área de impressão e dirigente sindical com dedicação, finda.

written by FTIGESP

Mar 15

No último final de semana, o STIG Barueri, Osasco e Região, em conjunto com os Gráficos de São Paulo, realizou mais um Encontro das Mulheres, na Colônia de Férias dos Gráficos de São Paulo, na Praia Grande. Na ocasião, as gráficas participaram de discussões com as diretoras de ambos os sindicatos sobre a atual conjuntura do país mediante as mudanças impostas pela Reforma Trabalhista, que entrou em vigor no ano passado; desafios que trabalhadores e movimento sindical enfrentarão esse ano, além das eleições em outubro. LEIA MAIS

FONTE: STIG BARUERI/OSASCO

written by FTIGESP

Mar 15

De grande jornal com parque industrial que empregou 100 gráficos em Jurinu, essa unidade do Diário/SP continua fechada pela Justiça depois que passou o comando para a Editora Fontana, após uma manobra dos seus grupos econômicos, já que a editora foi formada por empresas do próprio dono do Diário e o mesmo grupo Minuano, a fim de postergar ou mesmo se livrar de seus passivos. E, até agora, é o que está ocorrendo, apesar da atuação e do acompanhamento do Sindicato dos Gráficos da região (Sindigráficos). A empresa largou os trabalhadores sem demiti-los e sem pagar verbas rescisórias. Vários deles só conseguiram a rescisão por ação sindical na Justiça, garantido inclusive a liberação do FGTS e o Seguro-Desemprego. E outra ação busca garantir as verbas rescisórias. Mas, nem mesmo a ação judicial para garantir as verbas podia avançar, enquanto não se resolvia primeiro outra manobra da empresa, que havia decretado a falência só de uma parte dos grupos econômicos, enquanto outra parte ficava em recuperação judicial, a fim de dificultar a cobrança do pagamento das dívidas, que ocorre quando se está em recuperação, a exemplo da Editora Fontana. A estratégia visava encobrir as demais empresas responsáveis e seus respectivos capitais e bens. Tal situação, que também foi questionada pelo Sindicato na Justiça, começa a mudar. LEIA MAIS 

FONTE: STIG JUNDIAÍ

written by FTIGESP

Mar 14

Precisamos nos mobilizar para que não volte a reforma da Previdência, diz profissional gráfica aposentada Ivana Sampaio, 54 anos, de Taubaté

Com dois filhos e problemas familiares, como separação com o marido, talvez devido a um cultura machista ou pelos conflitos diante do trabalho (com troca constante de turnos) de Ivana na gráfica Morpho do Brasil, em Taubaté, esta mulher trabalhadora, que conseguiu se aposentar há pouco tempo, depois de 13 anos seguidos como profissional gráfica, diz que valeu à pena ser empregada do ramo. Ela, porém, não esconde sua tristeza em relação aos problemas que acumulou em função do trabalho, em destaque uma doença que a acompanhará para o restante da vida, situação da qual ela responsabiliza a empresa pela falta de cuidado com a saúde do conjunto dos empregados, levando o adoecimento de vários.

Todavia, assim como é peculiar à maioria das mulheres, Ivana enfrentou de frente os desafios diários, inclusive fazer que a Morpho reconhecesse a sua doença como ocupacional por ter relação direta com a função de auxiliar de envelopamento que exercia, tarefa manual e repetitiva junto ao setor de produção do local. "Ingressei na Justiça contra a empresa devido o acometimento da doença; aposentei e resolvi sair de lá. Creio que foi uma das melhores atitudes que tomei na vida", desabafa Ivana.

Antes de garantir o reconhecimento de que era uma doença ocupacional e conquistar a sua aposentadoria, enquanto ainda estava na ativa, ela não se conformava com a injustiça dos líderes que comandavam o local de trabalho, sempre tentava resolver situações que colocavam em risco a saúde das trabalhadoras(es). "Coloquei meu nome para concorrer a vaga da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), sendo eleita, pois tinha grande preocupação com o conjunto da categoria", diz satisfeita, lembrando dos elogios que ainda costuma receber das antigas colegas de trabalho que permanecem na empresa e sentem a falta dela.

Ivana credita essas lembranças das companheiras de trabalho às suas iniciativas em defesa do coletivo enquanto estava na Cipa, e até antes. Mas, sem dúvidas, a sua atuação sindical lhe tornou efetivamente uma representante do conjunto dos centenas de profissionais da Morpho. "Eu fui, com orgulho, dirigente sindical. Ajudei ainda mais as companheiras", recorda Ivana, que está sendo a homenageada agora, durante este mês do Dia Internacional da Mulher, pelo Sindicato dos Gráficos de Taubaté, entidade onde atuou como dirigente e como sindicalizada. Ela aproveita para aconselhar a todos da categoria para que participem e fortaleçam o Sindicato, pois ainda é a única força para defesa dos direitos de todos.
Ivana agradece a homenagem e conclui com outro conselho para que a classe trabalhadora se sindicalize urgente, fortalecendo o sindicato, que assim poderão fazer o combate para a defesa dos direitos. Dentre eles, se ainda quiserem se aposentar algum dia na vida, precisam combater a horrível proposta da reforma previdenciária de Temer e de seus aliados. "Ainda bem que, por enquanto, ela foi deixada de lado. Precisamos de mobilização caso volte. Precisaríamos mesmo era de uma reforma para tirar os privilégios dos políticos, não os nossos direitos", ressalta Ivana.

A Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp), órgão do qual o Sindicato (Taubaté) que atua na região onde Ivana laborou é filiado, parabeniza a trabalhadora aposentada por sua determinação de lutar e fazer valer os seus direitos. A situação demonstra que o resultado é sempre melhor para o gráfico quando consciente de seus direitos e age coletivamente e com a força e determinação em conjunto com o Sindicato. "Por outro lado, sem isso, o trabalhador fica fragilizado individual e/ou em grupos -um cenário, infelizmente, ainda bastante comum por opção de parte da própria classe, verificado inclusive dentro da empresa Morpho, mesmo com o sindicato agindo e incorporando vários benefícios na localidade", frisa com preocupação Leonardo Del Roy, que é presidente da Ftigesp.

"Não é sustentável querer a manutenção dos direitos sem fortalecer a estrutura e atuação do sindicato, única entidade que luta para garanti-los. Sem as condições políticas e financeiras para a entidade cumprir as suas prerrogativas constitucionais de modo a garantir as condições dignas para os gráficos, o cenário é de instabilidade", alerta Del Roy. Portanto, o trabalhador que se nega a participar da manutenção do seu sindicato, não filiando-se e contribuindo de outras formas, enfraquece consequentemente os seus próprios direitos e salários. Sindicalize-se!

written by FTIGESP

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