Set 17

#PAGACIVITA - Cerca de 300 pessoas protestaram sexta-feira na editora

Centenas de gráficos, jornalistas, administrativos e profissionais da área de distribuição, acompanhados de familiares e dos sindicatos pertinentes, ocuparam a frente de um dos prédios da Abril na última sexta-feira. Houve grande mobilização contra as demissões de 804 profissionais no início de agosto, e outras centenas anteriormente, totalizando 1,5 mil funcionários. O ponto auto da manifestação foi a leitura da carta contra as demissões sem o pagamento das verbas rescisórias e as multas do FGTS e da não quitação integral das referidas verbas em 10 dias após os desligamentos.

Intitulada #PagaCivita, a carta cobra a responsabilidade social e deveres trabalhistas dos herdeiros da Abril, independente da recuperação judicial. Cobra que honrem a tradição da empresa que tem a árvore como símbolo, escolhida pelo fundador porque, segundo ele, representa 'a esperança e otimismo', visão agora negada enquanto não paga os direitos dos 1,5 mil demitidos, mesmo com a natureza alimentar dessas verbas rescisórias. Não, por acaso, já correm risco a vida e a saúde dos profissionais e seus familiares, sem terem como sobreviver, frente à postura dos empresários.

No protesto, que contou com o apoio da executiva da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp) e de Sindicatos dos Gráficos (STIGs) de outras regiões do estado, a exemplo de Jundiaí e Barueri/Osasco, foi posto que não custa quase nada para os herdeiros da Abril honrarem a memória do fundador Victor Civita e manterem a tradição de responsabilidade com os seus trabalhadores. A dívida com todos os demitidos, inclusive com freelances, corresponde a R$ 110 milhões, ante a R$ 1,6 bilhão da dívida total aos credores diversos. Contudo, a fortuna dos herdeiros de Civita acumulada com a editora é de R$ 10 bilhões. Portanto, pagar os demitidos representa só 1% da fortuna.

"Amávamos essa empresa. Era mais que trabalho. Era família. Ninguém esperada esse comportamento dela. A decepção é geral. Nos jogaram no buraco", disse Roberto Trufilli, gráfico nos últimos 38 anos da editora sem nada receber. Nem profissionais de RH e da área jurídica escaparam da manobra da Abril que tem usado a recuperação judicial para repassar aos demitidos a responsabilidade de esperarem, mesmo sem nada no bolso, que a empresa se recupere para poder receber alguma verba rescisória.

"Pela cultura administrativa da editora, jamais esperávamos tal postura", disse Mário Belum, profissional há 27 anos no RH. A demitida do setor jurídico da empresa, Cristiane Dinis, falou também em surpresa ao não receber as suas verbas nem de forma parcelada, como foi prometido. Esta postura desonra a tradição empresarial. "Deviam, no mínimo, honrar com os pagamentos dos demitidos e não se abrigar na recuperação judicial", disse Marcia Viame, demitida após 31 anos de dedicação aos Civita.

Para Raphael Maia, advogado do STIG São Paulo e do Sindicato dos Jornalistas, já que os herdeiros bilionários Civita incluíram na recuperação judicial os passivos trabalhistas, que assumam agora está dívida na RJ, pagando de imediato os R$ 110 milhões que deve os 1,5 mil profissionais demitidos – valor insignificante se comparado com a fortuna de R$ 10 bi.

A CUT-SP não poupou a postura dos herdeiros do Civita, que quebram a tradição da Abril referente ao respeito com os trabalhadores e obrigações legais. "São péssimos empresários. Têm recursos, mas preferem calotear os empregados", disse na manifestação, Douglas Izzo, presidente da CUT paulista. Para João Carlos, secretário-geral da CUT estadual, bastava vender um dos jatinhos que sobrava dinheiro para pagarem os demitidos. As críticas também foram feitas pelo secretário de Mobilização da referida central sindical, João Batista, que colocou a entidade na luta até a vitória.

Ao término da manifestação na entrada do parque gráfica da editora, os trabalhadores seguiram em caminhada até o prédio central da Abril, onde fica o setor Administrativo. Lá, a carta #PagaCivita foi entregue. "Foi um ato representativo e com muitas pessoas. Foi forte politicamente", avaliou Leandro Rodrigues, secretário-geral da Federação Paulista dos Gráficos.

"Continuaremos pressionando a Abril para que ela cumpra com todos os direitos dos trabalhadores, inclusive os pagamentos rescisórios, a multa dos 40% do FGTS, e multa indenizatória do artigo 477 da CLT", realçou Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp. A luta não deve retroceder nem que haja pagamento de parte das dívidas. A mobilização crescerá, inclusive nas redes sociais e Congresso Nacional. O movimento sindical continuará exigindo da Abril que pague os trabalhadores com uma parte dos lucros, independentemente do processo judicial de recuperação da editora. "Se a Abril achou saída para efetuar uma parte das rescisões, deverá buscar a solução para que todos os direitos sejam quitados", diz o sindicalista.

written by FTIGESP

Set 14

STIG Barueri coordena o processo e tem a assistência da Ftigesp, a qual conduz a negociação coletiva dos gráficos dos jornais e revistas do estado

Nesta sexta-feira (14), o reajuste salarial e a garantia dos direitos coletivos dos 150 gráficos da Folha-SP começam a ser negociados com a empresa. A agenda foi solicitada pelo Sindicato da categoria (STIG Barueri-Osasco) depois da pauta de reivindicação aprovada pelos trabalhadores no fim do mês passado. A data-base da classe é em 1º de outubro, assim como é a do conjunto dos gráficos do Estadão e da Editora Abril, bem como para todos os gráficos dos jornais e revistas do interior do estado. Em todos os casos, a categoria pleiteia um aumento de 3% acima da inflação anual e outras pautas, como informa a Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp).

Nos últimos anos, depois que o parque gráfico da Folha foi para a cidade de Santana do Parnaíba, na região de atuação do STIG Barueri-Osasco, a entidade passou a conduzir a negociação e tem o apoio da Ftigesp, mas a entidade estadual continua coordenando a negociação da campanha salarial dos jornais e revistas da capital e do interior de São Paulo. Desde a mudança de cidade, o STIG negocia um Acordo Coletivo de Trabalho para os gráficos da Folha-SP em sintonia com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que continua regendo todo o segmento dentro do estado.

"Esta é a segunda campanha salarial que fazemos após a aprovação da lei da reforma trabalhista de Temer, que precarizou relações trabalhistas e desvalorizou enormemente os trabalhadores brasileiros", realçou Álvaro Ferreira, presidente do STIG Barueri-Osasco. Por isso, o sindicalista sabe das dificuldades das negociações e garante que houve uma preparação para enfrentar o patronal em busca do melhor para categoria. Ele diz que já conta com a participação e apoio dos trabalhadores gráficos de base.

"Além do aumento real de 3% e mais a reposição da inflação do período, os gráficos da Folha, bem como do Estadão, Editora Abril e dos demais jornais e revistas do interior lutarão junto da Ftigesp e seus STIGs locais pela manutenção de todas as cláusulas existentes na Convenção Coletiva de Trabalho do segmento", fala Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp. O sindicalista está contribuindo na negociação do acordo com a Folha-SP e coordena a negociação salarial dos jornais e revistas do estado.

written by FTIGESP

Set 13

O trabalhador demitido entre o dia primeiro é o dia trinta de setembro, terá direito a mais um mês de salario nominal a título de indenização. Ao fazer sua rescisão entre em contato com o sindicato para verificação de seus direitos. LEIA MAIS


FONTE: STIG GUARULHOS  

written by FTIGESP

Set 13

Terceirizar é quando uma empresa transfere para outra, denominada prestadora de serviços, as relações de emprego. A matemática simples diria que só pode ficar mais caro: se num contrato que era entre patrão e empregado passa a existir uma terceira pessoa, teria que encarecer. Porém, não é o que acontece. E para isto não acontecer alguém – com certeza o trabalhador – tem que perder. LEIA MAIS 


FONTE: STIG SANTOS

written by FTIGESP

Set 13

Desde que decidiram se desfiliar do Sindicato da classe (Sindigráficos), sobretudo nos últimos anos, a gráfica Jeje Mase em Pedreira passou a descumprir direitos coletivos dos trabalhadores. As regras da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) são desrespeitadas. E este ano continua. Chegaram queixas na última semana de que a empresa deixou de pagar a 1ª parcela da PLR, quando deveria ter sido quitada desde 5 de abril. Ou seja, seis meses sem cumprir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Enquanto mantêm-se afastados do sindicato, a gráfica aproveita-se dessa decisão de seus empregados para atacarem seus direitos. Tanto é que já descumpre outro direito, conforme revela nova denúncia. As férias estão sendo trocada por algumas folgas estendidas, contrariando até a negativa nova lei trabalhista que deixa fragmentá-la em até três vezes, no máximo. LEIA MAIS 
FONTE: STIG JUNDIAÍ

written by FTIGESP

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