Jun 10

Experiências bem-sucedidas no mundo, inclusive em países com troca de lei trabalhista como no Brasil, serão postas aos STIGs Jundiaí e Barueri. Um plano piloto será apresentado a ser inserido no setor gráfico do País

Neste mês ou no próximo, toda direção de Sindicatos dos Gráficos (STIG) de duas importantes regiões paulistas para o segmento participarão de um seminário conjunto com algumas das lideranças da UNI Américas (braço da UNI Sindicato global nos continentes americanos). Os STIGs Barueri/Osasco e Cajamar/Jundiaí/Vinhedo confirmaram a participação dos diretores frente à necessidade da reorganização sindical da categoria que tem passado por desafios gerados pela nova lei trabalhista com efeito na precarização dos direitos dos gráficos e na estruturação das entidades.

Uma nova cultura sindical e meios de sindicalização em tempos adversos por mudanças em legislações, inclusive com novas leis que limitam até a contribuição dos associados, é o objetivo central do encontro que contará com a participação de Peter Kuhns, líder da campanha de sindicalização da UNI no Brasil, Briceida Gonzales, diretora regional do setor gráfico da UNI e Alan Sabre, diretor de Sindicalização e Campanhas da UNI Global.

Peter Kuhns, em reunião preliminar com os presidentes desses dois STIGs (Joaquim Oliveira e Leandro Rodrigues), conta que a campanha de novos sócios aos sindicatos depende muito da mudança de cultura da entidade quanto à questão da sindicalização. É preciso criar um plano estratégico com metas, responsáveis, prazos bem definidos e construídos a partir de problemas levantados nas empresas a serem apontados pelos próprios trabalhadores através das escutas e mapeamentos da entidade sindical.

"É preciso reaproximar ou intensificar o trabalho de base. O sindicalista precisa falar só 30% e ouvir 70% até identificar as principais demandas dos trabalhadores e mapeá-las baseadas nas falhas dentro das gráficas para traçar as ações sindicais essências para combate-las e ao mesmo tempo convidar novos sócios e localizar as lideranças no chão de fábrica", explana Peter. Joaquim, novo presidente do STIG Barueri, acompanhado de Mineiro, que é vice-presidente, endossou a estratégia de Peter através da própria experiência bem-sucedida do sindicato, afirmando que 70% dos 4 mil gráficos sindicalizados na região deriva de empresas onde tem diretores sindicais de base, localizando os problemas e com ação in loco.

O seminário da UNI com as direções conjuntos dos dois STIGs paulistas apontará inclusive experiências bem-sucedidas de sindicalização e ainda de formação de novas lideranças sindicais ao redor do mundo, em países até que passaram por mudanças nas leis trabalhistas, similares ao Brasil.

"Embora temos ainda boa quantidade de sindicalizados, a situação tem se agravado diante do desemprego e dos efeitos negativos da nova lei do trabalho e da assimilação dos trabalhadores à ideologia patronal da falsa premissa da meritocracia, individualismo, além de práticas antissindicais", fala Leandro. O movimento precisa reagir. E precisa saber o que o mundo faz. Desse modo, o dirigente reforça que o STIG continuará na luta e para isso é vital buscar novas estratégias de organização da classe, como esse plano de sindicalização da UNI a ser inserido no setor gráfico brasileiro.

A Conatig Nacional dos Trabalhadores Gráficos (Conatig), que é filiada à UNI, atua na realização deste projeto piloto e está muito confiante nos resultados vindouros. A entidade aproveita para alertar os demais STIGs para se prepararem a integração do mesmo processo. "A sindicalização da categoria é o único caminho à sobrevivência das entidades sindicais. Para isso, é indispensável terem mais trabalhadores engajados com sua entidade de classe", orienta Leonardo Del Roy, presidente da Conatig.

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Jun 07

Gráfica Igil em Itu terá de pagar R$ 1 mil por cada gráfico sindicalizado se continuar afrontando a liberdade e organização sindical dos profissionais

É uma afronta à liberdade e organização sindical da classe trabalhadora a decisão da empresa contra o funcionamento estrutural do sindicato por meio da suspensão da contribuição financeira dos sindicalizados ao cortar o desconto associativo deles na folha de pagamento. E, desde março, foi isto que a gráfica Igil, em Itu, decidiu fazer. Quase 100% dos gráficos da empresa são de filiados ao Sindicato da categoria (STIG) em Sorocaba. Apesar disso, a gráfica preferiu seguir a orientação do sindicato patronal, mesmo advertido pela Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp) frente às inconstitucionalidades e irregularidades da iniciativa, inclusive contra a negociação coletiva aprovada (CCT) pelo próprio patronal com a Ftigesp.

A Ftigesp estava correta. Segue inclusive a posição do Ministério Público do Trabalho (MPT), que publicou uma nota técnica demonstrando várias ilegalidades da medida provisória na qual o sindicato patronal está usando para orientar as gráficas a afrontarem a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos gráficos e do conjunto dos trabalhadores. O Poder Judiciário tem se posicionado também sobre o assunto. A gráfica Igil, por exemplo, é uma das empresas condenadas pela suspensão do desconto em folha de pagamento das contribuições associativos dos gráficos sindicalizados. A sentença liminar determina até uma multa de R$ 1 mil por trabalhador associado. Dos 55 trabalhadores no local, 42 deles estão sindicalizados.

"A empresa agora é que escolhe. Ou para de afrontar a nossa convenção, ou paga pelo ataque à liberdade e organização sindical dos empregados", diz Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp. João Ferreira, presidente do STIG acredita que a Igil deve regularizar a situação, embora diga que não pode garantir, visto que a decisão é exclusiva da empresa, apesar de o gráfico já ter feito a sua opção livre de se associar ao seu sindicato para fortalecer a defesa dos seus direitos, salários e as condições de trabalho.

Na Igil, por sinal, a direção do STIG liderada por João, desde que assumiu o sindicato, corrigiu problemas em relação aos horários de trabalho. Fez até uma reformulação em um Acordo Coletivo de Trabalho no local sobre o tema. E, na sequência, já renovou o acordo por mais dois anos. Alguns intervalos intrajornada, a exemplo do tempo extra a operadores de PCP, passaram a ser respeitados. Continua sem ter trabalho no sábado e etc..

"Há pouco, porém, surgiram queixas de banco de horas irregular no local. Já estamos apurando. E alertamos para a empresa que, independente de ter pouca demanda produtiva em um dia, não pode mandar o gráfico para casa pra compensar essas horas/dia em outro dia quando tiver demanda adicional à sua jornada de trabalho. É preciso acabar com isso", diz João.

written by FTIGESP

Jun 06

Caso a Assembleia aprove a Continuidade da Representação Sindical, discutiremos a pauta de reivindicações a ser encaminhada ao setor patronal para a Renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para o período de 2019 a 2020. Sueli Reis, presidente do STIG, destaca esse encontro como talvez o mais importante da história do Sindicato prestes a completar 88 anos de fundação. A assembleia será nesta sábado (8), às 9h, no Sindicato, que fica na Rua Bittencourt, 153 – na Cidade de Santos. LEIA MAIS 

FONTE: STIG SANTOS

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Jun 06

Apesar da gráfica Rami, com 150 funcionários em Jundiaí, ter a tradição de seguir a Constituição Federal em relação à garantia da liberdade e da organização sindical dos profissionais, estava enfrentando problemas de continuar assim desde março quando Bolsonaro criou medida provisória para enfraquecer estruturalmente o Sindicato da categoria (Sindigráficos). Dois meses depois, graças à atuação da entidade no Poder Judiciário, a empresa já voltou a ter segurança para continuar mantendo essa tradição. A Rami, uma das poucas gráficas na região que havia atendido tal medida do governo federal e a recomendação do sindicato patronal para atende-la, voltou então a repassar a contribuição financeira de seus trabalhadores ao Sindigráficos através do desconto em folha de pagamento da empresa. LEIA MAIS


FONTE: STIG JUNDIAÍ 

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Jun 06


FONTE: STIG ABC

written by FTIGESP

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