Out 08

Enquanto isso, outros grupos de credores da editora, como os bancos, atuam em peso. Prazo final para fazer a procuração termina quarta-feira

Até esta quarta-feira (10), as centenas de gráficos demitidos pela Editora Abril, sem o recebimento total de seus direitos e verbas rescisórias, devem enviar para o Sindicato da classe (STIG-SP) sua procuração para que o advogado da entidade (Raphael Maia) os represente na assembleia dos credores da Recuperação Judicial da empresa, que será realizada na próxima 2ª feira (15). Os jornalistas, administrativos e os distribuidores devem fazer o mesmo. Sem a procuração para que o seu sindicato possa lhe representar, independentemente do valor que o gráfico tem a receber, seja pouco, médio ou muito, os encaminhamentos para receberem podem ficar prejudicados, diante da ausência e também da maior participação e poder de decisão de outros grupos de credores que a Abril também deve.

Na 1ª assembleia dos credores que aconteceria na semana passada, por exemplo, que é composta por quatro grupos distintos, onde o trabalhador é apenas um deles, nada pode evoluir porque 58% de todos os demitidos, incluindo gráficos, jornalistas, administrativos e distribuidores, não foram e não puderam ser representados pelo jurídico dos sindicatos porque todas as procurações não foram enviadas em tempo. Uma nova chance foi dada para que sejam feitas até esta quarta. O STIG já possui 113 procurações. A quantidade precisa elevar para que a entidade tenha força na defesa. Os trabalhadores que já fizeram as procurações não precisam outra vez.

Enquanto o grupo de trabalhadores estavam em um número de 32% na 1ª assembleia de credores da Abril, os grupos que representam os bancos e outros setores estivem em peso lá, entre 100% e 87% respectivamente. Portanto, é fundamental que os trabalhadores façam as procurações até quarta-feira. Devem fazê-las inclusive aqueles demitidos que receberam 70% das verbas rescisórias, pois continua faltando os 30% a receberem. Também devem fazer todos aqueles que só receberam R$ 15 mil quando a dívida é bem superior diante das décadas de trabalho nesta empresa.

Em comunicado conjunto das categorias profissionais afetadas, é alertado que todos os trabalhadores precisam "fazer um esforço muito grande de ter o maior número possível de procurações ou (então) se fazer presente na assembleia do próximo dia 15 no Hotel Pestana, localizado na Rua Tutóia, nº 77 – Jardim Paulista, São Paulo-SP. "Esta será uma ação muito importante de nos mobilizarmos para buscar garantir os nossos direitos", realçam Raphael Maia, advogado do STIG-SP e do Sindicato dos Jornalistas, e Leonardo Del Roy, presidente da Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp). A LUTA CONTINUA #PAGACIVITA!!!

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Out 05

Propostas foram encaminhadas em audiência pública na Alesp, na última semana, onde reuniu gráficos, jornalistas, administrativos, distribuidores e o deputado estadual Carlos Gionnazi, político responsável pelo evento

Neste domingo (7), a maioria dos atuais deputados estaduais buscarão se reeleger. Para isso precisam do voto dos trabalhadores. Apesar disso, na última semana, só o deputado Carlos Gionnazi deu visibilidade efetiva a luta dos 1,5 mil demitidos em massa pela editora Abril, sem receberem seus direitos trabalhistas. O parlamentar promoveu uma audiência pública para tratar do drama dos demitidos e do abandono por parte da empresa, que se abrigou na recuperação judicial para tentar oficializar a negação da lei trabalhista. A Justiça do Trabalho inclusive já se posicionou contra. Definiu que todos os trabalhadores devem ser reintegrados e terem seus salários pagos no período em que estiverem afastados. E proibiu novas demissões.

Apesar do convite, nenhum outro deputado participou da audiência, onde definiu que a Abril terá de se explicar junto ao Poder Legislativo, e ainda que seja fiscalizada pela Secretaria da Fazenda e pelas receitas (Fisco). A pedido de Giannazi, as Comissões de Relações de Trabalho e de Direitos Humanos da Alesp terão de decidir se estarão do lado da editora ou dos 1,5 mil demitidos e abandonados pela empresa. Estas comissões, formadas por vários deputados, precisarão votar se são favoráveis para convocar a Abril para explicar a situação e mostrar uma solução. "No dia dessa votação, precisamos estar em massa. É pressão total", convocam Leonardo Del Roy, presidente da Federação Paulista do Gráfico (Ftigesp), e Daniel Golveia, gráfico da Abril e diretor do sindicato local (STIG).

Ambos os sindicalistas participaram da audiência pública, com direito a fala em defesa dos demitidos. Os presidentes das três outras categorias atingidas também participaram: Paulo Zocci (jornalistas), por exemplo, destacou a necessidade de que os trabalhadores participem ativamente nos dias das votações nestas comissões, de modo a garantir, diante da pressão popular, que os deputados autorizem a convocação da editora. Zocci chamou atenção ainda para outro problema que precisa da atuação parlamentar: é preciso encontrar o meio para garantir o interesse nacional através da comunicação, cujo tem sido marginalizado frente o poderio do Google e Facebook em detrimento das empresas de comunicação do país mesmo com lei que limita o capital estrangeiro para garantir tal interesse.

Del Roy aproveitou ainda para criticar a nova lei trabalhista de Temer. Fez duros questionamentos. Ele informou inclusive que a Abril, antes ainda da validade desta legislação em novembro de 2017, dias antes da data-base dos gráficos, já queria impor os absurdos de contratos precários contra os trabalhadores. À época, ele recusou esse absurdo e garantiu a renovação da convenção de direitos da classe. "Somos a parte produtiva, portanto, somos a parte mais importante, pois sem quem rode ou busca as notícias, jamais existiria Abril, com ou sem lei trabalhista ou de recuperação judicial atrasadas", fincou Del Roy. Portanto, concluiu dizendo que continuará na luta sindical e jurídica em defesa da classe trabalhadora, ainda mais agora que tem crescido a unidade dos demitidos em torno dos seus sindicatos. As mobilizações só crescerão no campo político, jurídico de ação sindical.

"A necessário ainda lembrar neste domingo dos políticos que traíram a classe trabalhadora com a aprovação de leis para a flexibilização dos direitos dos gráficos, jornalistas e todas as demais categorias no Brasil", endossou Del Roy, durante a audiência pública. Desse modo, endossou que somente elegendo políticos compromissados com os trabalhadores e banindo os antitrabalhadores que será possível reverter a conjuntura de caos após a aprovação de leis da terceirização e reforma trabalhista. Para isso, neste domingo (7), vote consciente para deputados estaduais e federais, dois senadores, governador e para presidente do país.

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Out 04

Nesta sexta-feira (5), todo trabalhador que atuou em 2017 nas indústrias gráficas e que continua empregado no local deve receber da empresa a 2ª parcela de um bônus financeiro anual (PLR) definido pelo Sindicato da categoria (Sindigráficos). Para quem foi demitido antes, já deveria ter recebido nas suas verbas rescisórias. O pagamento não é opcional. Ele continua sendo obrigatório. A entidade sindical tem garantido este direito convencionado há cerca de 20 anos, após consolidá-lo em cada ano nas campanhas salariais no respectivo período. O valor do benefício varia de acordo com a quantidade de funcionários da gráfica no ano anterior ao pagamento. É uma compensação financeira pela dedicação do gráfico. LEIA MAIS


FONTE: STIG JUNDIAÍ

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Out 04

Amigos Gráficos, pensem bem o que irão fazer com Voto de vocês. Para não dizer que é intriga nossa, leiam vocês mesmos. É isso que queremos para o Brasil e para os Trabalhadores: acabar até mesmo com o 13• Salário? https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/09/vice-de-bolsonaro-mourao-critica-13o-salario-e-fala-em-reforma-trabalhista-seria.shtml 

FONTE: STIG GUARULHOS

written by FTIGESP

Out 03

Gráficos ao lado de sindicalistas, juristas e gestores públicos exaltaram a história de 55 anos de luta do sindicato dos gráficos (STIG) da região, que iniciará a defesa do direitos e emprego da classe nesta campanha salarial

Falta um pouco menos de um mês para a data-base dos 4 mil gráficos de Sorocaba, Itu e região, período onde anualmente ocorre o reajuste salarial e a renovação dos direitos coletivos da classe por mais um ano. A data é usada também pela maioria dos 80 mil gráficos no restante do estado. A negociação com o patronal ainda não começou. Deve iniciar na próxima terça-feira (9). O assunto foi abordado durante o 3º evento anual do STIG Sorocaba, onde reuniu 700 pessoas, destas, 500 gráficos sindicalizados.

Acompanhados dos familiares, todos os presentes puderam participar das atividades recreativas e premiações. O ponto auge do evento foi o apoio dado pelos trabalhadores ao STIG para defender todos os seus direitos convencionados, salários, condições laborais e seus empregos. O apoio foi muito representativo, uma vez que havia a participação em peso dos gráficos das principais empresas da região. Entre elas, Máxima Cadernos (Itapetininga), Igeu (Itu), ID Metal (Itú). E ainda a Impressão Brasil, Valid, Fiore Caixas, Paratos, todas de Sorocaba, além de muitas outras gráficas.

A presença também foi importante dos gráficos dos jornais da região. O apoio dos trabalhadores do segmento é indispensável, sobretudo porque a data-base da classe já passou desde segunda-feira (1º). E a negociação mal começou. A primeira rodada iniciou na última semana, mas com nada definido. A negociação, coordenada pela Federação Estadual da Classe (Ftigesp), é feita com os outros STIGs do interior e do litoral paulista onde há jornais. As tratativas ocorrem com o sindicato patronal do segmento. A região sorocabana possui três importantes jornais. O Periscópio em Itú e o jornal Ipanema e o Cruzeiro do Sul, ambos no município de Sorocaba.

Além da forte presença dos gráficos sindicalizados da região no evento, o STIG local também saiu fortalecido diante da significativa participação de lideranças sindicais de várias categorias da região e de outras, como Tadeu Moraes, vice-presidente dos Metalúrgicos de Mogi das Cruzes, Givaldo, diretor social dos Caminhoneiros. O gráfico Joaquim Oliveira, secretário-geral da Confederação Nacional da classe e do STIG Barueri-Osasco, que também é dirigente da Ftigesp, marcou presença. Alex, representando o prefeito de Osasco, também participou. E ainda os juristas Antônio Silvio Belinassi Filho (STIG Sorocaba) e Luís Carlos Laurindo (STIG Jundiaí).

João Ferreira, presidente do STIG Sorocaba, estava muito satisfeito com a participação maciça dos gráficos e grato pelo empenho da sua diretoria na realização do evento, como Ezequias Costa e Ester Costa.

written by FTIGESP

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