Abr 09

O acordo com a empresa garantiu jornada de 40 horas semanal e outra negociação definiu remuneração anual extra de no mínimo R$ 1.566,40

Há poucos dias, após quase dois meses de negociação, dois relevantes acordos foram firmados pelo Sindicato dos Gráficos de Barueri, Osasco e região (STIG) para a vida e o bolso dos 480 trabalhadores da unidade da gráfica multinacional Oberthur, situada na cidade de Cotia. Com isso, nos próximos dois anos, nenhum funcionário terá a sua jornada semanal maior de 40 horas - uma das principais bandeiras de luta do movimento sindical. A renovação deste Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) define ainda o trabalho em sábados alternados e impede a aplicação da nova lei do Trabalho de Temer relativa ao banco de horas individual. O acordo descreve a obrigação do pagamento do serviço adicional a essa jornada no valor de 65% em dia de semana e de 100% nos domingos e feriados.

"Além desta redução de jornada sem rebaixar os salários dos gráficos da Oberthur, onde cerca de 70% deles já estão associados ao Sindicato, os trabalhadores ainda terão o benefício de receber até mais dinheiro, não só relacionado à continuidade do pagamento das horas-extras, mas também através da renovação do Plano de Participação nos Resultados (PPR)", fala Mineiro, diretor social do STIG que atua na região de Cotia e de Taboão da Serra. O plano terá validade por mais um ano. Desde que foi criado em 2016, esta já é a terceira vez seguida que é renovado.

Pela PPR 2018, a remuneração mínima a ser paga aos trabalhadores, no caso das metas serem alcançadas, já será garantida a partir do valor do piso salarial normativo da classe no estado (R$ 1.566). E a depender de alcançarem melhores metas, os valores ficarão ainda maiores. Podem chegar a 80% do salário nominal de cada gráfico que recebe acima do piso normativo. Se não atingir as metas, o gráfico ganha um valor menor, de quase mil reais, contido na Convenção Coletiva de Trabalho da classe. Mas, felizmente, nos últimos dois anos em que tem vigorado este PPR, os gráficos conseguiram atingir os 100% das metas postas pela comissão responsável sobre a questão. Mineiro e a diretora sindical Renata Bueno, que inclusive é funcionária da Oberthur, foram vitais para a definição das metas e dos valores atuais. Ambos participam da comissão deste PPR, formado por representantes da empresa, trabalhadores e do sindicato.

Já o ACT da jornada laboral também é a terceira renovação, sendo que tem duração de dois anos. "Assim impedimos até 2020 o nefasto banco de horas como está colocado na nova lei trabalhista, pois qualquer hora-extra trabalhada na empresa tem de ser paga. E também preservamos a folga alternada nos sábados, garantindo a vida social dos trabalhadores, sem prejuízo para o bolso", destaca Álvaro Ferreira, presidente do STIG.

Na Oberthur, que funciona 24 horas, distribuído por três turnos (das 6h às 14h; das 14h às 22h e das 22h às 6h), o prejuízo poderia ser grande para os trabalhadores se o STIG não agisse preocupado em sensibilizar a empresa para garantir tais garantias quanto à redução de jornada e a metas de produtividade com remuneração adicional. Inclusive pelo ACT, os gráficos do período noturno só trabalham de segunda à sexta-feira. E nos demais turnos de segunda à sexta e nos sábados alternadamente. No local, cerca de 80% do quadro funcional é composto por mulheres.

"Aproveitei para falar durante uma das duas assembleias de aprovação do ACT e do PPR para alertar os empregados sobre as várias ameaças da nova lei do Trabalho e da necessidade ainda maior da sindicalização dos 30% de profissionais do local que ainda não o fizeram. É o dever de todos fortalecer o STIG para poder continuar defendendo os direitos e a remuneração da categoria", frisou Álvaro. O sindicalista aproveita o caso da continuidade dessas conquistas para os funcionários da Oberthur, as qual resultam também da sensibilidade da empresa com a reivindicação do sindicato através da preocupação com a qualidade de vida da classe, para convocar mais gráficas da região para agirem desta mesma forma. Na região, cerca de 70% das empresas do ramo já têm ACT de jornada.

"O Sindicato sempre será o elemento fundamental para a manutenção e as garantias dos direitos individuais e coletivos do gráfico. Portanto, seja qual for o motivo, os trabalhadores não podem vacilar achando que não precisam se sindicalizar, já que a referida filiação ao STIG é instrumento econômico e sobretudo político da categoria", realça Leonardo Del Roy, presidente da Federação Paulista dos Trabalhadores Gráficos (Ftigesp), entidade na qual o STIG Barueri, Osasco e região é filiada. Da mesma forma, o dirigente lembra que os empregados não devem vacilar ficando desorganizados e achando que não terão prejuízos contra seus salários e direitos, crendo que a direção sindical fará isso sozinho por todos. Isso não ocorre porque o Sindicato é só uma ferramenta fundamental para a organização da classe e para condução de negociações com o patronal. Afinal, o sindicato é o gráfico quem faz. Participem e Sindicalizem-se Já!

written by FTIGESP

Abr 06

23ª Campeonato de Society do STIG Barueri/Osasco inicia domingo (8). Entidade também foca em atividades para mulheres da classe na região

Nos próximos cinco domingos, de 600 a 800 gráficos já sindicalizados devem passar pelo clube do Sindicato dos Metalúrgicos em Osasco para participarem da 23ª edição anual do tradicional Campeonato de Futebol Society, organizado pelo Sindicato da classe na região (STIG Barueri e Osasco). O quantitativo de participantes equivale aos trabalhadores que estarão em campo e o restante nas arquibancadas, na torcida pelo seu time. Neste ano, o título será disputado por equipes de trabalhadores de 19 empresas distintas, formando 20 times. Na última edição, o campeão foi da unidade da gráfica RR Donnelley na cidade de Tamboré, seguidos pelo time dos funcionários da Sociedade Bíblica do Brasil (vice), Margraf (3ª colocado) e Sennegraff (4ª colocado). As partidas serão realizadas sempre das 9h às 14h no local. Os jogos iniciam a partir deste domingo (8), continuando em todos do mês de abril, e a final no dia 6 de maio.

"O STIG, que não mediu seus esforços para manter o evento esportivo e de interação da classe, mesmo com as limitações financeiras impostas pela nova lei do Trabalho, a qual criou ferramentas para afastar o gráfico do fortalecimento econômico e político da entidade, convida a categoria para vir torcer por seus colegas de profissão. O clube fica no Rochdale", convidam Álvaro Ferreira (presidente do STIG) e Mineiro, diretor social da entidade sindical. Também receberá troféu o goleiro menos vazado e o artilheiro. Em 2017, quem respectivamente ganhou tais prêmios foram os profissionais José Carlos (Sociedade Bíblica) e Fábio da Sennegraff.

"Tudo inicia de novo a partir deste domingo. Que vençam os melhores. Contudo, quem jogar e também quem ficar na torcida sai ganhando, pois neste evento todo mundo se diverte e fortalece os laços de interação da classe através das partidas", diz Clebson Machado, diretor sindical que contribui na organização dos jogos todo ano junto aos demais diretores.

Na edição deste ano, embora houve uma redução no número de times, a quantidade deles e dos participantes continuam expressivos. "Temos vinte equipes inscritas com cada uma formada por um número elevado de gráficos", conta Mineiro. Os jogos serão disputados entre os times de trabalhadores da gráfica Antinas, Ibratec, Aquarela, Plural, Sennegraff, Autopel, Margraf, Sociedade Bíblica, RR Donneley e da Brasilgráfica (A) e Brasilgráfica (B). E ainda funcionários das gráficas Braspor, Brogotá, Leograf, Laborprint, Unitec, Málaga, Fingerprint, Folha/SP e Formapack.

O ex-presidente do STIG, Joaquim Oliveira, que continua na direção da entidade, lembra dos primeiros anos desse campeonato, que começou pequeno e foi crescendo durante os mais de vinte anos de sua história, consolidando-se no calendário anual de eventos do sindicato pra classe. "Assim, apesar das limitações colocadas pela nova lei do Temer contra os sindicatos no país, manteremos o campeonato enquanto for possível financeiramente e os trabalhadores ajudarem o STIG, associando-se", frisa Álvaro. O dirigente lembra inclusive da edição do campeonato do ano de 2006, que considera a maior de todas com cerca de 1000 sócios, sendo um pouco mais de 500 jogando e a mesma quantidade torcendo. Nesta época, Álvaro era secretário-geral e Joaquim presidente do STIG.

Mulheres Gráficas da região

No último mês, o STIG contemplou as mulheres gráficas durante outro evento também tradicional do calendário anual da entidade dos gráficos em Barueri, Osasco e região. Nos dias 9, 10 e 11 de março, promoveu em parceria com o STIG da capital paulista um encontro na Colônia de Férias do STIG-SP no litoral da cidade de Praia Grande. "Na noite do dia 9, antes de partimos, conversamos no sindicato com as 96 profissionais sobre toda nocividade da nova lei do Trabalho e a necessidade de elas encamparem junto com a entidade ações de convencimento das colegas nas empresas para que também se sindicalizem e evitem o mal para todas e todos os trabalhadores gráficos da região", ressaltou Álvaro.

Nos dois dias seguintes, já na colônia do STIG-SP, houve dinâmicas de grupo, organizadas pela diretora deste sindicato, Elisângela Oliveira, para cerca de 200 trabalhadoras de ambas as bases territoriais no local. Dentre elas, estavam as sindicalistas do STIG Barueri/Osasco: Renata Bueno, da gráfica Oberthur em Cotia; Eliane Costa (Margraf em Barueri) e também Janaína Gomes, da gráfica Osvaldo Fernandes em Barueri.

Na ocasião, foi feita a homenagem às profissionais que conseguiram se aposentar. O destaque foi dado à impressora aposentada Ester Costa, visto que continua sendo raro mulheres exercendo esta função no setor, porque ainda se mantêm, infelizmente, um grande preconceito contra às mulheres que acabam ficando na área de Acabamento, onde paga-se o menor salário entre as funções gráficas. Ester é da região de Sorocaba.

written by FTIGESP

Abr 05

Nesta quinta-feira (5), devem ser quitados pelas gráficas, independente do seu tamanho, dois dentre os 84 direitos voltados a todos os gráficos da região, superiores à CLT e mantidos na atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria por conta da ação do Sindicato da classe (Sindigráficos) na última campanha salarial. O primeiro dos direitos é que nenhum gráfico pode receber o seu salário após o dia cinco de cada mês, ou seja, amanhã. O patrão paga uma multa por cada dia de atraso. E junto ao salário, nos dias 5 de abril e 5 de outubro, as empresas ainda são obrigadas a pagar um dinheiro extra (PLR) que varia de R$ 302,86 a R$ 445,40. O valor é definido de acordo com a quantia de empregados na gráfica em 2017. Ele aumenta com base no tamanho do quadro funcional. Ambos os direitos relacionados a remuneração dos trabalhadores correm risco. O patronal inclusive tentou mudar a data de pagamento para após o dia 5. Também exigiram o fim da PLR. E fizeram isso antes ainda de valer a nova lei do Trabalho, a qual deu mais poder às empresas para excluir direitos. A legislação entrou em vigor dias após a data-base da atual CCT (novembro/17), já renovada. Apesar disso, foi uma das campanha mais longas da história da classe diante da acentuada intransigência patronal. Por isso o risco à PLR este ano é maior. É bom lembrar aos gráficos que a CCT só tem validade anual. E todo ano precisa ser negociada entre os empregados e patrões, liderados pelos sindicatos de cada seguimento na campanha salarial. "Portanto, a participação do trabalhador junto ao seu sindicato que definirá a continuidade por mais um ano de seus direitos, ainda mais agora com a nova lei do Trabalho já em vigor e mostrando o seu potencial maléfico contra os direitos, condições laborais e o emprego do empregado", alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Sindicalize-se AQUI para fortalecer a luta dos gráficos pelos seus direitos. LEIA MAIS 

FONTE: STIG JUNDIAÍ

written by FTIGESP

Abr 04

Negociação coletiva dos direitos da classe, coordenada pela Ftigesp na campanha salarial, garantiu direitos econômicos maiores que o valor do desconto de um dia de trabalho o gráfico voltado aos sindicatos (imposto sindical). Apesar disso, existe oposição, fragilizando este e mais direitos.

Nesta quinta-feira (5), cada um dos 90 mil trabalhadores gráficos nas centenas de empresas paulistas do ramo, independente de serem micro, pequenas, médias, grandes ou multinacionais são obrigadas a pagar um valor adicional ao salário. Este valor adicional, chamado de Participação nos Lucro e Resultado (PLR) varia de R$ 605,72 (nas gráficas pequenas com até 19 funcionários) até R$ 890,80 (nas empresas a partir de 100 empregados). A metade dos referidos valores definidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria devem ser pagos já amanhã. A CCT, que reúne 84 direitos superiores às leis gerais do trabalho (CLT), incluindo cesta básica mensal e auxílio-creche, só foi garantida através da luta dos sindicatos da classe (STIGs) das regiões do estado, liderada pela Federação Paulista dos Trabalhadores Gráficos (Ftigesp).

Pela regra da nova CCT que tem validade até outubro deste ano, depois de definida no fim do ano com data retroativa a 1º de novembro de 2017, o valor da parcela da PLR é definida com base no número de gráficos na empresa no ano passado. Junto ao pagamento do salário de março, as gráficas com até 19 empregados em 2017 devem pagar a 1ª parcela deste direito da CCT no valor de R$ 302,86. O valor é maior nas gráficas entre 20 e 49 funcionários. Deve-se pagar R$ 329,60. Naquelas entre 50 e 99 gráficos a parcela é de R$ 383,03. Acima disso, sobe para R$ 445,40. O valor pode ainda ser maior em qualquer uma dessas empresas, pois há critérios específicos como assiduidade. Confira AQUI as regras através da comunicação que a Ftigesp já enviou para todas as gráficas.

Apesar dessas vantagens negociadas com o setor patronal pela Ftigesp e os demais STIGs paulistas para cada um dos 90 mil trabalhadores do ramo no estado, direito financeiro que jamais seria pago pelas empresas de forma espontânea, uma parcela considerável da categoria ainda tem optado por não deixar o desconto de um dia de seu salário em favor da manutenção dos STIGs e da Ftigiesp. Muitos nem sabem que com isso estão destruindo as entidades que garantem a PLR, cesta básica e mais direitos que só existem por conta da atuação desses órgãos durantes as campanhas salariais realizadas todo ano próxima da data-base da classe.

"Ou seja, a grande maioria deles, estimulados ou até coagidos por suas empresas em negar o imposto sindical, está destruindo a continuidade dos seus próprios direitos conquistados e garantidos através da atuação direta do sindicato", diz Leonardo Del Roy, presidente da Federação dos Gráficos. O dirigente defende o direito à oposição do trabalhador a esta contribuição. Mas, ele entende que quando a classe estiver consciente o que isso representa negativamente para si própria, não apenas contribui como também se sindicaliza para fortalecer os STIG e os seus direitos. Assim, a Ftigesp e os STIGs alertam cada um dos trabalhadores na sua região para permitir livremente a contribuição e também se sindicalizem.

A Ftigesp parabeniza a todos os 19 STIGs do estado de São Paulo, que são filiados à Federação, por este processo de negociação coletiva com os patrões em favor dos trabalhadores gráficos, conforme está posto na CCT e trás dezenas de direitos, como o pagamento obrigatório da PLR. "Além de ser positivo diante dos direitos, a CCT ainda impede malefícios da nova lei do Trabalho de Temer e seus políticos aliados", diz Del Roy. Mas os resultados e objetivos positivos só são plenamente alcançados quando o empregado valoriza seu sindicato. Assim, o gráfico que deixa de contribuir financeiramente e politicamente com sua entidade, seja por meio do imposto sindical anualmente, e sobretudo a sindicalização, não é e nunca será o caminho para manutenção e garantia de seus direitos.

written by FTIGESP

Abr 03

A necessidade da atuação do Sindicato e da filiação dos gráficos para fortalecerem a entidade da categoria têm crescido com os desmandos patronais diante do início da concretização dos prejuízos aos direitos da classe perante à aplicação da nova lei do trabalho. A sindicalização tem sido evocada como o mecanismo central dos trabalhadores para que possam buscar a proteção contra os absurdos das empresas perante a atual situação. Em Cajamar, por exemplo, a gráfica Oceano já passou a oprimir até seus profissionais mais experientes com um elevado saber técnico,os quais operavam máquinas com as manutenções precárias. Mesmo com a empresa mantendo sua produção, vinte gráficos já foram demitidos desde que passou a vigorar a nova lei no final do último ano. Nenhum recebeu suas verbas rescisórias depois de serem desligados. E foram substituídos por outros profissionais submetidos a baixos salários e à pressão e punições, até advertência, para manterem igual produção, mesmo diante da situação precária das máquinas e sua recém-chegada. LEIA MAIS

FONTE: STIG JUNDIAÍ 

written by FTIGESP

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