Jun 18

Meses após um novo grupo econômico assumir a gráfica Bilpress, situada em Itupeva, não ocorreu a prometida expansão produtiva de embalagens farmacêuticas imprensas, tampouco novas contratações. Pelo contrário, a empresa sequer cumpriu a promessa de pagamento do FGTS e PLR da categoria quando assumiu a gráfica no ano passado, e se reuniu com uma comissão de trabalhadores e o sindicato da categoria (Sindigráficos). Ao invés disso, demitiu e, sem comunicar o sindicato, parcelou o pagamento das verbas rescisórias de empregados. Agora, paralisou os pagamentos depois que entrou em Recuperação Judicial, uma manobra que suspende o dever trabalhista enquanto busca reergue a gráfica ou entra em falência. LEIA MAIS


FONTE: STIG JUNDIAÍ

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Jun 18

Durante Assembleia realizada no ultimo dia 8, os trabalhadores que compareceram entenderam a atual necessidade do Sindicato e saíram com o compromisso de convencer o colega de trabalho para se associar e autorizar os descontos das contribuições em folha de pagamento. LEIA MAIS


FONTE: STIG SANTOS

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Jun 17

Ftigesp mostra passo a passo que gráfico precisa fazer após a demissão para evitar problemas para novo emprego e a perda de dinheiro e direitos

Indústrias gráficas insistem em contrariar a posição do sindicato patronal de não demitirem o funcionário sem a conferência da rescisão contratual no sindicato do trabalhador (STIG). O prejuízo, por sua vez, recai somente para os empregados, com risco até de não conseguirem novo emprego e certamente de perderem muito dinheiro e direitos, inclusive de até não se aposentarem. A lista de perdas é significativa. A não revisão da rescisão pelo STIG, primeiro por opção da empresa e depois pelo próprio gráfico, pois bastava ele levar depois para a conferência do STIG, gera problemas até para os seus colegas de trabalho que continuam empregados no local.

O passo a passo para os gráficos demitidos evitarem os prejuízos é bem simples. Basta levar sua rescisão para o sindicato fazer a triagem de tudo colocado ali pela empresa. Saiba alguns dos problemas que o STIG evita para o funcionário quando é demitido e leva sua rescisão para a entidade. A Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp) consultou o STIG Jundiaí e mostra os principais pontos da triagem feita pelo sindicato neste processo.

Carla Atoatte, gestora administrativa do STIG Jundiaí, fala que a primeira triagem da entidade é sobre as questões salariais (se há pendências e se os valores foram corretamente atualizados anualmente). O dinheiro pago do 13º salário e de férias (inclusive proporcionalmente) também é revisto. As verbas também relacionadas as cestas básicas e PLR pendentes, que são direitos da convenção da classe, também são checados e cobrados, bem como o dinheiro das horas-extras e adicionais noturnos com valores baseados na convenção. Analisa ainda os depósitos do FGTS se tudo foi feito e se consta o pagamento da multa de 40% do fundo, mas também a guia de liberação do FGTS e seguro-desemprego para Caixa Econômica.

"Não à toa que as empresas têm deixado de levar a rescisão para revisão da maioria dos STIGs do estado. Muitos desses direitos obrigatórios estão ficando de fora. E o trabalhador sequer sabe se ele mesmo não levar para a triagem. Os STIGs, apesar das empresas dizerem que acabou, continua fazendo tal conferência. Gráfico, não deixe de levar a sua rescisão ou o prejuízo pode ser enorme somente para você. Muitos gráficos perdem de cara o valor de um salário normativo, obrigatório de pagamento para toda a empresa que passa mais de 10 dias para a quitação de todos os direitos após demissão do gráfico", diz Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp.

Sem a triagem da rescisão do gráfico demitido pelo STIG, até o seu novo emprego fica ameaçado. Fica porque as empresas, por exemplo, não dão a carta de referência na hora da demissão, o que é obrigatório com base na convenção coletiva de trabalho (CCT) da classe. E também é obrigado fazerem exame demissional e nele mostrar a doença do gráfico se estiver. Se for demitido doente, o que é proibido, dificilmente consegue um novo emprego, pois a nova empresa faz exames criteriosos para analisar tudo. Na triagem do O STIG, por exemplo, já descobriu casos de demissões mesmo com os gráficos doentes, e, no seu exame demissão, tudo normal.

A aposentadoria do gráfico também fica ameaçada, pois é comum o Perfil Profissional Previdência, documento que indica as condições laborais que lhe garante aposentadoria, não ser dado na demissão, mesmo quando a CCT obriga a entrega mediante a solicitação do trabalhador, que o STIG exige na homologação da rescisão ou revisão quando feita no sindicato. Sem o PPP, o trabalhador, sem emprego, poderá ainda não se aposentar. O sindicato também exige uma cópia do registro do contrato de trabalho, que já fica em poder do trabalhador em caso do fechamento da empresa, que nestes casos, tem gerado um grande prejuízo para o trabalhador em contar seu tempo para aposentar

Portanto, sem a triagem da rescisão no sindicato, seja ela levada pela empresa para a homologação, seja levada pelo próprio demitido para a conferência, o trabalhador terá sem dúvida prejuízo significativos. Não só o gráfico demitido, mas todos os colegas de trabalho que continuam empregado, porque a identificação de falhas em seus direitos aponta para problemas dentro da empresa, que faz o STIG buscar combate-los.

"Continuaremos questionando toda e qualquer empresa que se nega a fazer a homologação, cobrando inclusive a recomendação do patronal; e manteremos nosso alerta aos trabalhadores para que procurem o STIG se a rescisão não tiver a presença do sindicalista. Sem a conferência do STIG, jamais o gráfico saberá se foi lesado. Tudo indica que está sendo. A lei mudou para lhe prejudicar. Não faz sentido se afastar do sindicato", finaliza Del Roy.

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Jun 14

Risco de acidente de trabalho amplia com terceirização e, mesmo assim, Bolsonaro disse que destruirá 90% das normas de saúde e segurança. O STIG Barueri/Osasco reage e implantara novo plano sindical nesta área

Apesar do registro do INSS de 700 mil acidentes laborais de funcionários com carteira assinada no Brasil por ano, dados estes anteriores à validade da nova lei trabalhista (nova CLT) que permitiu até a terceirização da mão de obra dos gráficos, elevando o número de vítimas, Bolsonaro disse que reduzirá 90% das Normas (NRs) de Saúde e Segurança do Trabalho. A primeira que ele promete acabar é a NR12, esta que, por exemplo, obriga dispositivo em máquinas para evitar acidentes do gráfico. A outra sob ataque é a NR15. A norma define a insalubridade do trabalho na empresa. Assim, atingirá em cheio os profissionais das gráficas submetidas a ruído e calor elevados e a agentes químicos. Em resposta a isso, o Sindicato dos Gráficos de Barueri/Osasco garantiu que implantará o seu novo plano sindical de Saúde e Segurança no setor. A meta inclui a regulamentação até direitos dos gráficos terceirizados - novo tipo de contrato precário que se tornou uma realidade com a nova lei, sobretudo em grandes empresas.

"Não bastasse essas terceirizações que em grande número das empresas não garantem os direitos da convenção coletiva de trabalho dos gráficos, muitas gráficas ainda se aproveitam pra não registrarem os funcionários", denuncia Joaquim Oliveira, presidente do STIG Barueri/Osasco. Uma das empresas que já começam a ser questionadas pelo novo plano sindical de saúde e segurança é a Indústria Gráfica Brasileira (IGB), em Barueri. Ela já deve ter uns 300 terceirizados e muitos não tem qualquer contrato e registro de trabalho. A situação foi denunciada ao Ministério Público do Trabalho e uma reunião de mediação ainda ocorrerá com auditores fiscais do Trabalho a pedido do sindicalista. Tem sérios problemas também na Braspor e na Leo Gráfica, juntas com 730 gráficos, destes, 200 terceiros.

O mapeamento das gráficas da região com terceirização e sem o registro de trabalho, sem o cumprimento das leis gerais do trabalho e a convenção coletiva dos gráficos só está no começo. Mas já indica que, pelo menos, metade das grandes empresas do setor já terceirizam a mão de obra da categoria – modalidade de trabalho que estatisticamente sofre os maiores riscos de acidente e doença laborais. Dentre as gráficas com terceiros e que o STIG deve buscar a negociação para a garantia de direitos coletivos da classe para estes trabalhadores, o mapeamento do Sindicato já incluiu na lista a Margraf, Idemia (antiga Orberthur), Gmalte, SingePrint e outras.

"É triste demais ver o acelerado processo de terceirização nestas e outras gráficas após a nova lei trabalhista. A Margraf, por exemplo, nunca teve. Hoje posso garantir que em mais de 50% das grandes empresas já estão com empregados terceiros e muitos deles sem quaisquer tipos de registro de contrato de trabalho, o que continua sendo ilegal e vamos combater. É preciso mapearmos tudo e negociarmos com as gráficas uma solução. Isso é um passo relevante que precisamos nos ater. Sem isso ficará difícil combatermos às más condições laborais e os problemas relacionados à saúde e segurança do trabalho, dentre outras questões", avalia Joaquim.

A Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp) parabeniza a iniciativa feito pelo STIG e lamenta pela constatação de precarização do trabalho que se previa com a terceirização. Este processo aumenta inclusive o risco e os acidentes laborais. "E, ainda pior, as empresas utilizando-se de um expediente do trabalho clandestino para atender necessidades sazonais. Portanto, esta atuação sindical na região, que precisa ser seguida pelos demais STIGs, é adequada porque justa inibir e corrigir todas distorções localizadas juntos as empresas mapeadas e fiscalizadas pela entidade", congratula o presidente da Ftigesp Leonardo Del Roy.

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Jun 13

Ontem, os diretores do STIG Barueri/Osasco realizaram panfletagem, na estação de Barueri, chamando a população para aderir a greve geral dessa sexta-feira (14). A greve é uma resposta contra a reforma da Previdência de Bolsonaro e o desemprego crescente no seu governo. LEIA MAIS


FONTE: STIG BARUERI/OSASCO

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