Ago 02

A nova lei de Temer e partidos aliados derivada da reforma trabalhista retirou dezenas de direitos. Repartiu até férias dos trabalhadores. E mal passou a valer para que gráficas, como a Roma Clicheria em Valinhos, prejudicasse tal direito. Mas mesmo com a lei, o patrão continua sendo obrigado a informar o período das férias com 30 dias de antecedência. Porém, conforme denúncias para o Sindicato da classe (Sindigráficos), a Roma pensa estar acima da lei, pois só informa um dia antes do início. Os trabalhadores do local precisam se unir e se organizar em defesa de seus direitos. E a melhor forma começa pela sindicalização. Associe-se! LEIA MAIS 

FONTE: STIG JUNDIAÍ 

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Ago 01

Para se manter ativo, entidade tem alugado até parte do espaço da sede para continuar defendendo os direitos trabalhistas. A dificuldade cresceu depois que muitos gráficos, iludidos pela nova lei do trabalho, passaram a seguir a orientação patronal deixando de contribuir com seu sindicato

Embora a maior dificuldade política enfrentada por um dos mais antigos Sindicatos dos Gráficos brasileiros (STIG Santos) tenha sido vivenciada no período da Ditadura Militar, a entidade convive hoje com dificuldades para manter a atividade sindical em função não de intervenções diretas, mas em consequência da nova lei do trabalho e a manipulação midiática sobre os trabalhadores, levando-os a enfraquecer seu próprio sindicato. Estimulados pelos patrões, grande parte dos gráficos não tem se filiado ao STIG e deixado de ajudar financeiramente com o valor de um dia do seu salário, o qual é reajustado e defendido todo ano pela ação sindical, bem como os direitos coletivos - ameaçados frente à postura da classe.

"Não é interessante para nenhum trabalhador o seu sindicato fraco, sem força e sem representatividade. O STIG pode ficar assim se não houver uma mudança no comportamento da categoria já a partir da campanha salarial atual. E a consequência disso é prejuízo direto para os gráficos com perdas sobre os seus salários, direitos e condições de trabalho", diz Sueli Reis, presidente do STIG. A data-base da classe é no dia 1º de setembro. Portanto, a dirigente alerta os trabalhadores que é necessário voltar a unidade em torno do sindicato. Afinal, o STIG é a classe. Sem a participação nas atividades, sem sindicalização e sem contribuição para manutenção da entidade, os únicos beneficiados serão os empresários.

Para manter as portas abertas, Sueli conta que o sindicato só consegue porque tem alugado alguns espaços da entidade que fica em Santos. "O salão de festas, o local para as assembleias e o estacionamento estão alugados, e mais duas salas do setor do administrativo da entidade", diz. Ela fala que outras salas também podem passar pelo mesmo processo. Estas iniciativas buscam evitar a descontinuidade da luta sindical e para manter também ativa a memória da categoria através da quase secular história de organização dos trabalhadores gráficos da Baixada Santista. O STIG foi fundado oficialmente em 12 de julho de 1931, mas remonta à década de 1920, quando foi criada a associação da categoria em 1926.

Uma das histórias de luta dos gráficos da região diz respeito ao período da Ditadura Militar, nem diante da intervenção no sindicato, a categoria deixou de se organizar, mesmo correndo risco de morte e outra formas de violência praticadas contra aqueles que organizavam a resistência da classe trabalhadora. "Com o STIG fechado pelos milicos, os gráficos da época fundaram em 25 de julho de 1966 o Grêmio da classe - uma barraca na praia que funcionou até 24 de junho do ano de 2010, onde a diretoria aproveitava para organizar os trabalhadores enquanto vendiam bebidas e comidas, sem ser notada pelos agentes do governo golpista daquele período", fala Jorge Caetano, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Gráficos de Santos.

Os gráficos de hoje em dia também precisam responder ao governo golpista da atualidade. Para isso, basta participar sindicalizando-se ou auxiliando financeiramente na manutenção do STIG, mas também participando de forma ativa nas atividades da campanha salarial puxada pelo Sindicato em prol do reajuste salário e da manutenção dos direitos da categoria.

"O afastamento dos gráficos junto ao STIG gerará em um curto intervalo de tempo prejuízos irreversíveis. Não há economia para trabalhadores ao negarem contribuição sindical e sindicalização, porque tais iniciativas enfraquecerão o sindicato e assim a perda do poder para a manutenção dos direitos convencionados e salário da classe. Assim, é vital que todos os trabalhadores participem do processo para o fortalecimento do STIG", frisa Leonardo Del Roy, presidente da Federação Paulista da categoria (Ftigesp), entidade na qual o Sindicato dos Gráficos de Santos é filiada.

Sem a sustentação financeira, inviabiliza-se as negociações coletivas e assim a manutenção e as garantias dos direitos de Convenção Coletiva de Trabalho. Sem a convenção, ficam ameaçados todos os direitos que não estão na CLT ou qualquer outra lei, como pisos salariais superiores ao mínimo nacional, ticket de alimentos, PLR e outros vários benefícios de caráter individual. "Logo, não se iluda que enfraquecer seu sindicato, só beneficiarão seu patrão. Pense bem quando tomar esta decisão", diz Del Roy.

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Jul 31

Neste ano, diferente de todos os anos, os gráficos já podem ficar sem os direitos coletivos superiores à CLT a partir de 1º de novembro de 2018. É possível devido às novas regras definidas pela nova lei do trabalho de Temer. Tal legislação acabou com a obrigação das empresas manterem direitos coletivos a partir da data-base da classe se a campanha salarial não acabar antes. Assim, sem a participação dos gráficos na campanha, o patrões não aceitarão concluir a campanha antes da data-base, a não ser para retirada de direitos, como PLR, cesta básica e toda Convenção Coletiva de Trabalho. A fim de evitar a perda dos direitos, a campanha salarial dos gráficos já começará no próximo domingo (5), um mês mais cedo que os anos anteriores. O Sindigráficos convoca os trabalhadores a deixarem o descanso na manhã deste domingo, a partir das 8h, para participarem da assembleia geral na sede regional do órgão em Jundiaí. LEIA MAIS 

FONTE: STIG JUNDIAÍ 

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Jul 31

Confira AQUI o novo boletim

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Jul 30

À pedido do STIG Guarulhos, será analisada denúncia de que a gráfica baixou o valor que varia de 65% a 100% para somente de 15% a 30%

Na terça-feira da próxima semana, a gráfica JCFamas terá de responder ao Sindicato dos Gráficos (STIG) Guarulhos, perante um auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), sobre as irregularidades na hora-extra e demais direitos dos 70 funcionários da empresa. A reunião será realizada no próprio MTE à pedido da entidade da categoria, uma vez que, após várias tentativas de buscar uma solução para o problema, a empresa demonstrou achar que está acima da lei, aplicando as suas próprias regras irregulares, a exemplo de rebaixar consideravelmente o valor pago nas horas-extras, além de não registrá-las oficialmente e etc.

A JC/Famas desrespeita até as regras definidas pelo sindicato patronal. A empresa não tem seguido a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) das indústrias gráficas do Estado, apesar de Guarulhos, local onde fica a gráfica, estando dentro de São Paulo. O percentual do valor da hora-extra de 65% (dias de semana) e de 100% (domingos e feriados) posto na CCT, que foi chancelada pelo patronal em conjunto com a Federação Estadual dos Gráficos (Ftigesp) e os STIGs, não tem sido respeitado.

De acordo com o presidente da Ftigesp, Leonardo Del Roy, o presidente do STIG Guarulhos, Francisco Wirton, revela que a empresa definiu seu valor abaixo da CCT baseado na necessidade do cliente do serviço. Conforma a informação, o índice aplicado varia somente de 15% a 35%.
Apesar disso, denúncias de trabalhadores revelaram ao sindicato que as horas-extras não são pagas na folha de pagamento, mas por fora dela.

Além de perder no ato o valor adequado da hora-extra, os gráficos do local também perdem dinheiro no FGTS e demais encargos sociais, inclusive o governo, uma vez que tais direitos são calculados com base no total da remuneração oficial do trabalhador durante o mês laborado. A JC/Famas, segundo queixas, também tem obrigado os funcionários a registrarem, em ponto, o expediente laboral somente no horário normal. Com isso, as respectivas horas-extras realizadas não são computadas.

A Ftigesp parabeniza o STIG Guarulhos por buscar todas as formas de resolver os problemas enfrentados pelos gráficos dessas empresa que, na sua opinião, não tem respeitado a CCT, tampouco outros direitos dos trabalhadores. A entidade estadual orienta o sindicato a solicitar ao MTE uma fiscalização na JC/Famas caso ela não admita e corrija suas falhas. E orienta que seja verificado outros direitos convencionados, a exemplo da cesta básica e PLR. E, caso haja a fiscalização, seja solicitado as rescisões contratuais dos últimos cinco anos, das rescisões que são efetuadas nas empresas, inclusive os depósitos fundiários entre outras situações que poderão ser verificadas em relação ao descumprimento de Convenção Coletiva de Trabalho da classe, onde poderão identificar qualquer irregularidade e, consequentemente, as cobranças em tempo.

"A Ftigesp espera que, durante a reunião no MTE, a JC/Famas garanta o respeito aos direitos dos trabalhadores e que a atual forma de gerir a empresa contrariando o conjunto de leis trabalhistas e convencionadas não perdure mais em prejuízo de nossos representados", frisa Del Roy. O dirigente ratifica que todos os direitos e os trabalhadores devem ser respeitados e valorizados, este últimos principalmente por se tratarem da parte mais importante do processo produtivo.

written by FTIGESP

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