Abr 18

Sindicato cobrou da gráfica inclusão de benefícios frente as demissões. A Ftigesp ajudou o STIG no processo de negociação. Em assembleia, os gráficos, que reconheceram o esforço sindical, aprovaram o pacote

Apesar do terrível processo de encerramento, até o final deste ano, de uma unidade da gráfica multinacional Idemia, situada em Taubaté, como já foi anunciado pela empresa, o Sindicato dos Trabalhadores da classe na região (STIG) continua ativo em defesa dos 426 funcionários do local. Embora não possa manter os empregos, mesmo que lutando para isso, a entidade passou a cobrar da empresa o oferecimento de benefícios financeiros adicionais para o gráfico que for sendo desligado no período. E conseguiu. Mas já adianta que monitorará tudo de forma sistemática.
Na última semana, o STIG garantiu que haverá um pagamento de uma PLR e vale alimentação e com valores elevados. E bônus por cada ano laborado. Os trabalhadores aprovaram a proposta durante assembleia.

"Um bônus financeiro para cada gráfico no valor do atual piso normativo da categoria no estado (R$ 1.567) é um tipo de prêmio que garantimos para o trabalhador diante dos anos dedicados a empresa", conta Sandro Ramos, diretor do STIG Taubaté. O valor ajudará ainda para enfrentar os primeiros momentos no período em que estiver desempregado. Pelo acordado com a empresa, a cada ano de serviço, limitado a 12 anos, o empregado ganhará mais R$ 1.567,00, além dos direitos trabalhistas e rescisórios que já têm diante de todo o tempo que trabalhou na gráfica.

Entretanto, o Sindicato alerta para os riscos que estão colocados pela Idemia na realização deste acordo. "Tal prêmio está condicionado a total quitação de verbas rescisórias. Em outras palavras, a empresa definiu que o gráfico não poderá entrar depois com qualquer ação trabalhista para pleitear algo que ele perceba que faltou neste pagamento. Aliás, pode até entrar, mas serão mínimas chances de êxito", explica Ramos. Assim, é indispensável analisar bem, com a ajuda do sindicato, se todos os direitos e demais questões de garantias trabalhistas foram quitadas.

Alem desse prêmio, o STIG também garantia uma Participação no Lucro e Resultados (PLR) maior que a maioria das demais gráficas paulistas.
O valor ficou definido em R$ 2.720. A empresa, por sua vez, insistiu em manter umas metas de produtividade para garantia do montante integral. Ainda assim, mesmo que não cumpra nenhuma meta, o gráfico ganhará R$ 906,67. Cumprindo 66,60% das metas, o valor sob para R$ 1.813,33.

A assiduidade ao serviço também é um critério atrelado ao acordo. Nele, é definido que de zero a quatro faltas, considera-se 100% de presença; de cinco a sete (80%); oito a nove (50%) e acima disso equivale a 0%. O STIG lembra o gráfico que não devem ser contabilizadas ausências devido cirurgias, internação, acidente de trabalho e licença maternidade.

O trabalhador também receberá um vale alimentação mensal de R$ 380. "Ficou acordado ainda que tal crédito ofertado pela empresa não pode ser descontado depois por ela na rescisão do gráfico, ou sobre as faltas quando devidamente justificadas", diz Sandro. Além disso, independente da situação da Idemia, a empresa precisa considerar todos os direitos de gráficos em vias de aposentadoria, baseada na convenção da classe.

Em caso de qualquer gráfico pedir demissão, nenhum dos benefícios acordados será pago pela Idemia. Independente disso, o STIG reforça que é um dever da empresa quitar todas as verbas rescisórias. E ainda pagar a multa do FGTS daqueles a ser demitidos durante este processo. A entidade continuará à disposição dos empregados em relação a todo esse doloroso processo de desligamento dos gráficos com a empresa.

O STIG, que é filiado à Federação Paulista da classe (Ftigesp), contou com a orientação direta do presidente da entidade, Leonardo Del Roy. Na ocasião das negociações, o dirigente estadual inclusive pontuava que não restava dúvida de que tal processo de anúncio de fechamento da empresa já se trata do perverso mecanismo criado pela nova lei do Trabalho onde favorece o capital para reformular o processo produtivo com vistas só de baixar os custos, sem considerar nem os funcionários.

É isto que já acontece, por exemplo, no referido caso, a Idemia continua tendo produção e um quadro funcional qualificado para isso, mas fala em fechamento, porém quer contratar gráficos em regime temporário. "O STIG e nós da Ftigesp vamos acompanhar de perto todo desenrolar da questão, defendendo os direitos da classe, no cumprimento do pacote de benefícios determinado, mas também no âmbito geral", diz Del Roy.

O STIG Taubaté aproveita para reforçar que continuará prezando pela empregabilidade, com a manutenção e criação de postos de trabalho. E se manterá firme na defesa dos direitos coletivos e individuais da classe, bem como pela renda e saúde e segurança do trabalhador, entre outras questões de interesse da categoria. Porém, reafirma que é um momento triste para os gráficos do local e de todo o Brasil, pois sabe do motivo do fechamento da unidade da Idemia, a qual está atrelada a permissividade de uma política ultraneoliberal do governo Temer através da nova lei do Trabalho e demais, a qual conta com o apoio da mídia e vários setores.

"Contudo, entendemos que nós, trabalhadores e sindicatos, precisamos nos reinventar na luta de classe, pois só assim conseguiremos reverter tanto mal produzido em tão pouco tempo deste governo golpista", realça Ramos. Todavia, ele adianta que o STIG Taubaté continuará firme na luta, assim como aqueles que continuam dispostos à lutar em defesa da classe trabalhadora. O sindicalista aproveita para reafirmar que jamais abandonará o legado deixado pelos gráficos heróis do 7 de fevereiro, os responsáveis por garantir direitos coletivos para classe pela primeira vez no Brasil, mesmo com o governo e todo o setor empresarial contrários. "A luta sempre continua. E nós vamos manter este legado de luta", finda.

written by FTIGESP

Abr 17

Os gráficos da Brasprint, localizada em Cajamar, há anos, não têm o FGTS depositado corretamente, pois, a empresa não cumpre a sua obrigação determinada por lei. Com isso, já têm profissionais por lá que não o recebem há cerca de 20 anos. Porém, ao invés de cumprir a lei, conforme exigiu o Sindicato da categoria (Sindigráficos) através de uma ação judicial coletiva em favor dos trabalhadores desse local, o patrão tentou usar uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limita o prazo de cobrança só dos cinco últimos anos do FGTS. O objetivo patronal era de não pagar a maior parte dessa dívida acumulada no tempo com seus funcionários (R$ 150 mil). E ainda tentou na Justiça do Trabalho, também sem êxito, desvalidar o direito do Sindicato da classe (Sindigráficos) de representar e defender coletivamente o interesse desses empregados, o que evitou tal absurdo. LEIA MAIS 

FONTE: STIG JUNDIAÍ

written by FTIGESP

Abr 17

Mesmo não sendo mais obrigatória a realização das homologações no Sindicato após a aprovação da Reforma Trabalhista o STIG de Santos continua prestando assistência aos trabalhadores demitidos que após a realização da homologação feita na empresa procuram o Sindicato. LEIA MAIS 

FONTE: STIG SANTOS 

written by FTIGESP

Abr 16

A negociação coletiva realizada pelos Sindicatos dos Gráficos (STIGs) no ano passado, liderada pela Federação Paulista da classe (Ftigesp), em defesa dos direitos da categoria, mesmo após a validade da absurda nova lei do Trabalho, continua protegendo os 90 mil gráficos no estado. Isso porque os 84 direitos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria foram renovados por mais uma ano. A CCT garante benefícios financeiros até mesmo para funcionários demitidos em 2017 até antes da renovação da CCT que só ocorreu no mês de dezembro.

Um desses direitos é a obrigação da empresa convocar os demitidos no período e pagar agora para eles a Participação no Lucro e Resultados (PLR). Pela Convenção, as gráficas deveriam ter feito tal pagamento até o último dia útil do mês passado, ou seja, o prazo final era 30 de março. "Isso não é facultativo. É uma obrigação dos patrões. É fruto da nossa luta sindical na última Campanha Salarial", destaca Leandro Rodrigues, secretário-geral da Ftigesp. E o valor deve ser pago em única parcela. O parcelamento, em duas vezes, apenas pode para quem não foi demitido.

O valor da PLR varia de acordo com o número de gráficos em 2017. Ele varia de R$ 605,72 (nas gráficas pequenas com até 19 funcionários) até R$ 890,80 (nas empresas a partir de 100 empregados). "Se tiver alguma dúvida ou se a sua ex empresa não pagou a sua PLR até o último dia 30, procure rapidamente o STIG da sua região para perder esse dinheiro conquistado pela luta do movimento sindical", realça Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp e o líder das negociações da Campanha Salarial.

A PLR também é voltada para quem não foi demitido no ano passado. E as gráficas podem parcelar em duas vezes, sendo que o prazo para o pagamento da 1 parte encerrou desde a última semana, no dia 5. "Junto ao pagamento do salário de março, as gráficas com até 19 empregados em 2017 deveria pagar a 1ª parcela deste direito da CCT no valor de R$ 302,86. O valor é maior nas gráficas entre 20 e 49 funcionários. Deveria pagar R$ 329,60. E naquelas entre 50 e 99 gráficos a parcela é de R$ 383,03. Acima disso, sobe para R$ 445,40", explica Del Roy e Rodrigues

O valor pode ser ainda maior em qualquer uma dessas empresas, pois há critérios específicos como assiduidade. Confira AQUI as regras através da comunicação que a Ftigesp já enviou para todas as gráficas previamente. Dessa forma, a Ftigesp e todos os STIGs dentro do estado de São Paulo reforçam que os trabalhadores não podem se calar. Denunciem e também fortaleçam o movimento sindical da categoria, sindicalizando-se Urgente!

A participação do gráficos para evitar perder o seu direito ficou ainda maior com a validade da nova lei do Trabalho. Ela retirou a obrigatoriedade da homologação da rescisão contratual dos funcionários dentro do sindicato. Com isso, saiu do controle dos STIGs o acompanhamento do cumprimento dos direitos na hora que o trabalhador é demitido. Desse modo, o gráfico deve ir até o seu STIG denunciar se também não recebeu a sua PLR.

"É preciso dobrar a vigilância, independente de ter sido demitido ou não. Defende sua PLR ou qualquer outros direitos convencionados da classe", frisa Del Roy. Ele finaliza lembrando que o papel dos STIGs é negociar os direitos e condições laborais favoráveis para que os trabalhadores, o que está posto na CCT, agora, é de responsabilidade também do empregado não permitir que o seu direitos sejam retirados e até mesmo sonegados.

written by FTIGESP

Abr 13
O A Tribuna de Santos, maior jornal do interior do estado de São Paulo na atualidade, passou a demitir quase que semanalmente profissionais de várias categorias do segmento. Embora na última semana não houve desligamentos de gráficos, até porque, segundo avalia o Sindicato da categoria (STIG), o quadro funcional já está muito reduzido, com apenas cerca de 20 gráficos nos setores de pré-impressão, impressão e outros, os rumores sobre o fechamento do parque gráfico só vem crescendo. Foi demitido até o funcionário que é dirigente sindical. E quem continua não tem segurança. Os boatos já falam no fechamento em três meses.

O STIG Santos, por sua vez, não tem nenhuma informação oficial, mas confirma as sistemáticas demissões dos gráficos, jornalistas e demais trabalhadores. Jorge Caetano, que é o secretário-geral do Sindicato dos Gráficos, ratifica que, apesar de não ter recebido nada formalmente pelo jornal, existem muitas especulações sobre a extinção do parque gráfico. Entre boatos, e o STIG espera que sejam só rumores, fala-se até de que a impressão do jornal será feita pela gráfica da Folha/SP ou do Estadão. "O fato é que hoje temos no máximo 12 empregados no parque gráfico do jornal A Tribuna de Santos. E mais uns 11 trabalhadores gráficos em outros setores no prédio administrativo da empresa", informa Caetano.

O STIG lamenta por tudo o que está ocorrendo, sobretudo pelos gráficos demitidos nos últimos meses, bem como os vários outros em 2017. Com isso, a quantidade de sindicalizados têm reduzido bastante, visto que a maioria significativa dos gráficos do jornal era de filiados ao sindicato. O fato é que, conforme tem observado o órgão da classe, a empresa está enxugando seu quadro de funcionários (gráficos, jornalistas e outros), o que só faz ampliar os boatos e rumores sobre o fechamento da gráfica.

Outro problema além das demissões é que o jornal deixou de realizar as homologações das rescisões contratuais na entidade dos gráficos, o que reduz a transparência sobre o cumprimento e o pagamento de todos os direitos dos trabalhadores, já que exclui o monitoramento do sindicato. com base na retrógrada nova lei do Trabalho de Temer e seus aliados. Contudo, apesar do retrocesso do jornal em tirar o STIG deste processo vital, Caetano revela que, até o momento, não houve uma reclamação sequer sobre o descumprimento dos direitos de cada gráfico desligado.

A Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp), órgão que o STIG Santos é filiado, está acompanhando com muita preocupação este cenário de desemprego e aproveita para protestar pela forma como a empresa está se comportando. "Falta clareza sobre o futuro do jornal em uma situação totalmente desumana", critica Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp. Ele repudia a falta de respeito e desconsideração aos profissionais que durante muitos anos laboraram com total dedicação, dando sustentação para a empresa garantir a sua credibilidade a nível de Baixada Santista.

written by FTIGESP

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