Ago 31

Gráfica paga abaixo do piso, não pagou PLR e implantou banco de hora

Seja por ganância ou necessidade, há gráficas que buscam soluções ilegais para reduzir a sua folha de pagamento com seus trabalhadores, apesar de existirem mecanismos para garantir os seus rendimentos. As sonegações de direitos existentes na Convenção Coletiva de Trabalho da classe, como o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do piso salarial dos gráficos e da hora-extra quando realizada, são algumas dessas formas irregulares de patrões ganharam dinheiro adicional às custos da mão de obra. É exatamente o que está ocorrendo na empresa Mecaplast, na cidade de Taubaté. A questão foi descoberta pelo Sindicato da classe (STIG) quando dirigentes visitavam o local para fazerem o trabalho de base e distribuir o jornal da entidade. A empresa não resolveu o caso e o STIG acionou o Ministério do Trabalho (MTE).

O Sindicato verificou que a Mecaplast não pagou a 1ª parcela da PLR, vencida desde 5 de abril. A empresa ainda paga os seus trabalhadores abaixo do piso salarial, que é de R$ 1.414,60 até outubro, porque depois deve entrar o novo piso mediante definição na campanha salarial 2016. Além disso, os gráficos ao invés de receberem pela hora-extra quando realizada, o patrão 'paga' através de banco de hora não permitido pela convenção da categoria. O banco só pode ser feito por meio de acordo coletivo de trabalho, negociado entre empresa, gráficos e o sindicato.

"Tentamos resolver as questões de forma amigável, mas a empresa não quis atender a nossa solicitação de reunião. Levamos então a questão para o Ministério do Trabalho, que realizará uma reunião de mediação", diz Sandro Ramos, diretor do STIG. A Mecaplast poderá ser fiscalizada por auditores fiscais do Trabalho se não regularizar a sonegação desses direitos na Convenção da classe. O Sindicato espera que seja sanado.

Hora-extra x Banco de Horas
"O banco de horas é um mecanismo que não trás nenhum benefício ao trabalhador. Somente o empresário ganha com ele", garante Leonardo Del Roy, presidente da Federação Estadual dos Gráficos (FTIGESP), entidade da qual o STIG Taubaté é filiado. O dirigente explica que é ruim para o empregado pois o patrão deixa de pagar pelo trabalho estendido.

"Não aceite ou dificulte o acordo para banco de horas, mas se tiver de ocorrer de forma excepcional, deve-se estabelecer critérios onde reduza os efeitos negativos", diz o dirigente. A garantia do emprego é um deles. Outro e definir quer a hora de descanso seja superior a hora trabalhada. Nunca a hora de descanso igual à hora trabalhada. O descanso nunca deve ocorrer em feriados e domingos. Além disso, toda decisão sobre a aprovação de um acordo deve passar por assembleia dos funcionários. Deve haver votação e de forma individual e secreta para evitar pressão das chefias e da própria direção da empresa já em sua maioria são de poucos trabalhadores.

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written by jorge

Ago 30
Na última sexta-feira, 26/8, o Sindicato dos Gráficos de Sorocaba participou do processo eleitoral do Sindicato dos Gráficos de Guarulhos, em que a Chapa 1 foi eleita pelos trabalhadores. O presidente eleito foi Francisco Wirton. Foram 1.088 votos, sendo 1.055 válidos, 0 votos nulos e 38 votos em branco. Parabéns a toda diretoria eleita!

FONTE: STIG SOROCABA

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Ago 30
A gráfica Emepê, em Vinhedo com 260 trabalhadores, reconheceu seus equívocos no Programa de Participação nos Resultados (PPR) 2015, depois da grande insatisfação dos seus funcionários com o valor pago e frente à pressão do Sindicato da classe (Sindigráficos) diante da falta de transparência dos processos e sobretudo das metas inatingíveis, o que resultou no pagamento do menor valor deste PPR. A fim de estabelecer metas factíveis, possíveis de serem alcançadas, a empresa aceitou fazer estudos de um novo plano para 2017. Porém, para evitar que os trabalhadores recebessem em 2016 apenas o valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o Sindicato alegou que é injusto com os gráficos, pois, desde 2015, vêm trabalhando focado no cumprimento de metas inalcançáveis. Sendo justo, portanto, receberem um valor maior mesmo sem o novo PPR para 2016. Ficou então acordado que o valor será de 49,66% superior à PLR. Diante de outros questionamentos do Sindigráficos sobre os recorrentes problemas relativos à jornada de trabalho excessivo, a Emepê também anunciou a contratação de 47 novos gráficos, onde a maioria foi inserida recentemente ao quadro de profissionais, restando aberta ainda seis vagas para ajudante no setor de Colagem e uma para Analista de Custo. LEIA AQUI A MATÉRIA COMPLETA

FONTE: STIG JUNDIAÍ 

written by jorge

Ago 30
Trabalhadores gráficos da Cidade de Itanhaém, que são representados pelo Sindicato dos Gráficos de Santos aprovaram a pauta de reivindicação que foi encaminhada ao setor patronal para futura renovação da convenção coletiva de trabalho que trará o reajuste salarial pra todos a partir de 1º de setembro.
Para manter uma proximidade maior com as atividades do Sindicato e sobre o desenrolar da próxima negociação salarial a direção do Sindicato cadastrou o endereço eletrônico dos trabalhadores para facilitar uma comunicação mais rápida de informação sobre o que acontece na sua região, bem como em todas as regiões do Brasil.

FONTE: STIG SANTOS 

written by jorge

Ago 29

Gráficos contra reformas trabalhistas e previdenciária do Michel Temer

Os gráficos paulistas, representados pela Federação Estadual da classe (FTIGESP), através do diretor Álvaro Ferreira, e demais sindicalistas de outras categorias se reuniram para defender os direitos da classe trabalhadora brasileira durante a Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado sobre este tema. Desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho, Procuradores da Procuradoria Regional do Trabalho e comissões/ associações dessas áreas também participaram. O evento, uma iniciativa do senador Paulo Paim, foi realizada no dia 11 no auditório do Sindicato dos Químicos de São Paulo. O movimento sindical e políticos ligados à classe trabalhadora criticaram duramente a mudança de direção da política do governo federal com o afastamento da presidente Dilma e a chegada do interino Temer, que vem atendendo o desejo do setor empresarial com o arrocho contra os trabalhadores, a exemplo da terceirização, mudanças para permitir a negociação de leis (negociado sobre legislado), trabalho escravo e reforma na previdência.

"Até pouco tempo o desafio era inserir os jovens no 1º emprego e hoje é de manter os pais laborando, e, com a reforma previdenciária do Temer, o desafio será empregar nossos avós, que terão de continuar na ativa ou voltar ao trabalho devido a elevação da idade para se aposentar", criticou Álvaro Ferreira, dirigente da FTIGESP, presente na audiência. O cenário posto para a classe trabalhadora com Temer na presidência demandará plena unidade do movimento sindical para evitar o pior como está sendo anunciado através de reformas trabalhistas e previdenciária.

"Eu estou no Senado, mas sou um sindicalista, o sindicato é como se fosse minha casa. Neste momento há um ataque no Congresso Nacional, principalmente ao direitos os trabalhadores, aposentados e pensionistas, o qual é cada vez mais cruel", disse o senador Paulo Paim. O parlamentar enfatizou que nunca viu um Congresso pior do que esse, que desrespeitasse tanto os direitos dos trabalhadores. O deputado Arnaldo de Faria de Sá, presente no evento, acrescentou que enquanto as pessoas falam da crise econômica e política, a crise mais preocupante é a moral e ética que o País vive, onde através do jogo de interesse, políticos estão passando por cima do trabalhador brasileiro. O ex-senador Eduardo Suplicy aproveitou para enfatizar que a "luta pelos direitos continuará e que Paim é um incansável trabalhador nessa luta.

A audiência foi importante para exercitar a unidade dos trabalhadores, uma vez que todas as centrais sindicais participaram. "A presença neste evento do senador Paulo Paim, que foi e continua sendo o guardião dos interesses dos trabalhadores no Congresso Nacional, é um reforço bem importante nesta etapa", diz Leonardo Del Roy, presidente da FTIGESP. O senador inclusive é o relator do projeto de lei referente a terceirização irrestrita da mão de obra, como já aprovou a Câmara Federal em 2015. "O movimento começa a mostrar unidade pela manutenção dos direitos e contra a precarização do trabalho e ainda contra o trabalho escravo, infantil e toda e qualquer informalidade dos trabalhadores", diz Ferreira.

written by jorge

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