Out 16

Os gráficos do Noroeste paulista juntam-se aos gráficos das regiões de Jundiaí e Osasco, seguindo orientação da Federação estadual da classe (Ftigesp), sob recomendação da Confederação Nacional da categoria (Conatig), para participarem da construção nacional do Projeto de Lei de Iniciativa Popular (Plip) com o objetivo de revogar a reforma trabalhista. Os trabalhadores de Bauru, um dos município mais populosos do interior do estado e com relevantes indústrias gráficas, estão assinando o abaixo-assinado e informando o título de eleitor para viabilizar o Plip. A iniciativa partiu do STIG Bauru. A entidade de classe entrou nesta luta e tem feito diversas ações dentro e fora das empresas para ampliar as assinaturas.

O Plip precisa de 1,3 milhão de assinaturas até o fim deste mês. Em todo o país, listas para construção do Plip estão sendo preenchidas. Nas gráficas paulistas, até agora, a campanha conta com a adesão dos STIGs Jundiaí, Barueri/Osasco e agora pelo STIG Bauru. "No caso da nossa entidade, criamos uma força tarefa para coletar as assinaturas nas empresas", informa Amilton Kauffman, presidente do STIG Bauru.

O sindicalista conta que cada diretor que trabalha em alguma empresa de grande porta da região ficou encarregado de coletar as assinaturas no local do trabalho, a exemplo das gráficas Tilibra, Bategraf e Central. No caso das pequenas empresas, uma comissão do STIG Bauru vai até o local com a mesma meta. Além disso, a sede do sindicato é um ponto fixo para a coleta. "Apesar de começarmos agora, estamos avançado bem, mesmo com a dificuldade do trabalhador não andar com o título de eleitor, que é obrigatório informar o número do documento para validar o Plip", fala Kauffman. O título é preciso porque o Plip só é recebido pelo Congresso Nacional se tiver, no mínimo, 1% do eleitorado do país com base na última eleição presidencial, quantia que equivale a 1,3 milhão.

"Enquanto houver meio para tentar barrar a reforma trabalhista, a Ftigesp recomenda que todos STIGs apostem. O Plip é uma dessas chances", diz Leonardo Del Roy, presidente da Federação Paulista dos Gráficos. O Plip mostrará que estão errados os congressistas aliados do Temer que aprovaram esta reforma, à toque de caixa e sem um amplo debate com a sociedade, aliás, mesmo sendo rechaçados pela classe trabalhadora.

Os STIGs também estão tentando barrar os efeitos da reforma na atual campanha salarial, através da reivindicação de cláusulas de barreiras a este desmonte da lei trabalhista. O vice-presidente da Ftigesp, Jorge Caetano aproveita para orientar os gráficos a banir da política na eleição do próximo ano todos os congressistas favoráveis a reforma trabalhista, posição partilhada pelo secretário-geral do órgão, Leandro Rodrigues. Eles inclusive orientam os gráficos a também se candidatarem para que o Congresso tenham mais deputados e senadores ligados ao povo, a fim de defenderem leis tão somente favoráveis à classe trabalhadora.

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Out 13

A Federação Obreira dos Gráficos Paulistas (Ftigesp), responsável pela coordenação da campanha salarial unificada 2017 de todos Sindicatos da classe (STIGs), exceto o das regiões da Baixada Santista e do ABC, recebeu a sinalização do sindicato patronal (Sindigraf) de que ainda este mês deve começar as negociações. O problema, a depender de quando iniciar, pode ser a proximidade da data-base da classe (1º de novembro) e do consequente risco de descontinuidade ou perda de direito enquanto durar as tratativas. Assim, a Ftigesp espera que comece rapidamente as negociações. E que ainda seja garantida a data-base e todos os direitos durante o referido processo. Neste sentido, para que não seja preciso de negociações individuais por empresas, prejudicando ambos os lados,
embora não esteja descartado à depender da postura patronal, alguns sindicatos começaram a mobilizar os seus gráficos com assembleias.

Na quinta-feira da última semana, por exemplo, o STIG Guarulhos fez uma expressiva assembleia com os gráficos da empresa Kawagraf, com paralisação inclusive do serviço enquanto durou a atividade sindical no local. Francisco Wirton, presidente do Sindicato da categoria na região, garante que outras mais serão realizadas. Outros STIGs já começam a externar também a necessidade da urgência das negociações salariais e as respectivas garantias dos direitos e a data-base durante o processo. É o que sinaliza os STIG Jundiaí e Taubaté, através de seus dirigentes Leandro Rodrigues e Sandro Ramos respectivamente. Eles concordam que, a depender da postura patronal, as tratativas se darão por gráfica.

"Se as negociações não começarem até o próximo dia 20, nós, do STIG Jundiaí, iniciaremos as ações em defesa dos direitos e salário da classe individualmente por empresa", diz Rodrigues. Ele parabeniza a iniciativa do STIG Guarulhos, um dos maiores sindicatos da classe no estado, ao reunir os trabalhadores em assembleias por empresa explicando o caso.

O Conselho de Representantes da Ftigesp, formado por todos os STIGs envolvidos na campanha salarial, tirou uma resolução da negociação que se dará de forma coletiva. "Temos todo o interesse de manter esta posição. É melhor para o trabalhador e para empresa. Mas esperamos que a parte patronal entenda da mesma forma e agilize esta questão", diz Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp. Além desse compromisso, o sindicalista também prima que haja pelo lado das empresas a postura voltada ao justo reajuste salarial e ainda à manutenção dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho da classe. E meios de garantir tais direitos, mesmo com a reforma trabalhista que entrará em vigor no dia 11 de novembro.

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Out 11

Apesar da grande maioria das cinco mil gráficas no estado de São Paulo ser de micro e pequeno porte, tendo menos de 20 funcionários, todas são obrigadas a pagar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) a seus trabalhadores - direito contido na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da classe, mantido pela Federação paulista da categoria (Ftigesp) e os sindicato (STIGs) das regiões na Campanha Salarial do último ano. E, pela regra definida, o prazo dos patrões pagarem a 2º parcela da PLR venceu na quinta-feira (5). O valor total deste benefício, que equivale de 3% a 6% do salário mensal do gráfico, a depender da sua faixa salarial, é definido com base no número de funcionários na empresa em 2016. Denuncie qualquer irregularidade no STIG da região onde fica a gráfica.

O respectivo valor total da PLR nas empresas com até 19 funcionários é de R$ 605,72, sendo dividido em duas parcelas iguais de R$ 302,86. O limite de pagar a 1ª parcela foi em 5 de abril, e a 2ª parte agora em 5 de outubro. Todos os valores e prazos contam na CCT. A gráfica com 20 até 49 trabalhadores deve pagar PLR de R$ 659,20 a cada empregado, dividida em duas parcelas de R$ 329,60. No caso da empresa com 50 até 99 gráficos, o valor é R$ 766,06, parcelada em duas de R$ 383,03. "Acima de 100 gráficos, o patrão deve pagar R$ 890,80, em duas vezes iguais de R$ 445,40", explica Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp.

A PLR é um importante benefício financeiro em favor de todos gráficos paulistas, independente da tamanho da empresa, graças ao trabalho e a luta continuada do movimento sindical. A Ftigesp e os STIGs lutaram e lutam anualmente para garantir este direito coletivo para toda categoria. Inclusive, a campanha salarial deste ano já inicial. As entidades estão em negociação com o sindicato dos donos das gráficas para renovar o direito da PLR para os trabalhadores e outras 86 cláusulas da CCT. "É importante que a categoria participe da luta da campanha para defender a continuidade de tais direitos por mais um ano, renovando a convenção", realça Leandro Rodrigues, secretário-geral da Federação dos Gráficos.

Del Roy aproveita ainda para alertar os trabalhadores para a campanha midiática que tenta jogar o trabalhador contra a sua entidade de classe. "Sem os sindicatos dos gráficos e da Ftigesp, por exemplo, não se tinha a PLR, benefício que representa 6% do salário mensal de quem recebe o piso da categoria. Em termos de reais, é muito mais dinheiro no bolso do gráfico do que qualquer contribuição sindical descontada uma vez por ano, a qual a mídia veicula que só por isto que os sindicatos lutam. Por outro lado, se os sindicatos não tiverem condição de se manter, será a PLR, cesta básica, piso salarial e mais direitos da classe ameaçados.

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Out 10

O lema de nossa Campanha:"RESISTIR PARA AVANÇAR" é muito oportuno para o momento que os trabalhadores estão vivendo. O patronato foi perverso e o fomentador das mudanças aprovadas pelo Congresso, os deputados, muitos deles patrões, e os que foram financiados pelo capital estão a serviço dos patrões. Seu Sindicato e a Federação sempre defendeu e defenderá os trabalhadores; durante anos temos para apresentar o legado da Convenção Coletiva de Trabalho. Isso tudo irá se perder se o trabalhador e trabalhadora não buscar fortalecer sua entidade. LEIA MAIS 

FONTE: STIG TAUBATÉ

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Out 10

Na última quarta-feira (4), a blitz do Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos) foi realizada no Maxi Shopping em Jundiaí. Os sindicalistas notificaram a gráfica Fcinco, enquadrada no setor há um ano e três meses. A empresa foi denunciada por sonegar direitos dos empregados contidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Os dirigentes sindicais cobraram a regularização da distribuição da cesta básica mensal e o pagamento de 100% das horas extras dos gráficos, que passaram a trabalhar nos domingos e feriados diante da abertura do shopping e das demais lojas do centro comercial. LEIA MAIS 

FONTE: STIG JUNDIAÍ 

written by FTIGESP

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