Dez 23

É necessário ter a esperança em dias melhores e manter a luta em 2017

Um balanço de ações da Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp), em favor da classe através do suporte aos Sindicatos da categoria (STIGs), desenvolvidas em 2016, demonstra que a unidade foi indispensável para evitar retrocessos socioeconômicos aos gráficos diante da crise político-econômico do Brasil e da ofensiva patronal contra direitos e recuperação salarial. Todos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho continuam. Houve a recomposição salarial da grande maioria da categoria, exceto dos gráficos dos jornais e revistas, que ficou um pouco abaixo, mas teve a remuneração indireta com a garantia de direitos como a PLR e o Vale-alimentação - com valores superiores aos pagos nas indústrias gráficas.

Outras ações em 2016 foram fundamentais para a proteção da classe. É preciso ter a esperança em dias melhores e manter forte a luta em 2017, que, por exemplo, carece do enquadramento das gráficas rápidas, além do crescimento econômico para o gráfico voltar a seu posto de trabalho, bem como retomar os patamares salariais anteriores à crise econômica. "Este ano, houve altíssima rotatividade no nosso setor, reduzindo a folha de pagamento das empresas às custas da redução da faixa salarial e do emprego dos gráficos", fala Álvaro Ferreira, secretário de Comunicação da Ftigesp. O dirigente deseja para estes gráficos que em 2017, o ano seja melhor, a fim de poderem regressar à categoria e os salários voltem a melhores patamares, na esperança da classe continuar forte e unida.

Neste viés, uma das ações prioritárias da Ftigesp para 2017 será buscar valorizar enquanto gráfico os cerca de 30 mil trabalhadores das gráficas rápidas no Estado, onde a maioria não está enquadrada sindicalmente como gráfica. "Com a nova direção do sindicato patronal dos gráficos do Estado, estamos iniciando algumas gestões no sentido de poder atuar conjuntamente para ter êxito nesta questão", adianta Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp com grande esperança nesta frente de trabalho.

O dirigente destaca ainda outras ações realizadas em 2016. Dentre elas, Del Roy ressalta o trabalho voltado ao enquadramento sindical de vários tipos de empresas, a exemplo das de embalagens flexíveis. Tem havido uma sistemática ação para garantir a atualização das cartas sindicais dos STIGs, por meio da assessoria jurídica no Ministério do Trabalho em Brasília, elevando assim as possibilidade para fazer tal enquadramento. Outro destaque foi a comunicação sindical da Ftigesp este ano. A ação, que tem reduzido a distância física do sindicalistas junto à base através das notícias diárias referente as ações sindicais, publicadas no site/face, foi inclusive reconhecida durante um evento internacional na Colômbia.

"Conseguimos manter nossa unidade e atuação nesta difícil conjuntura e sem retroceder, condição avançada em tempos de crise. Precisamos ter esperança em dias melhores, mas sem omissões. Devemos, cada um dos STIGs, ficar mais próximo dos trabalhadores, porque, do contrário, o gráfico ficará ainda mais vulnerável ao patrão e à crise", orienta Del Roy e Ferreira, desejando em nome da Ftigesp um feliz Natal para toda a categoria e muita paz e positividade para que todos possamos ter dias melhores em 2017, que precisa de políticos comprometidos com o povo.


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Dez 22

FONTE: ATAIGESP

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Dez 22
A nova edição do Jornal Gráficos na Luta, veículo de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos), já está disponível no site da entidade de classe (http://sindigraficos.org/site/). O Jornal Gráficos na Luta, como o nome já diz, reúne informações através de ações sindicais junto à base de representação no período da publicação. São notícias voltadas para difundir as iniciativas constantes do Sindigráficos em defesa dos 6 mil trabalhadores gráficos da Região. Além disso, o Jornal Gráficos na Luta também se dedica para dar visibilidade as denúncias dos trabalhadores. Na Coluna Boca no Trombone, o gráfico pode denunciar as irregularidades patronais. O sigilo é garantido e o Sindigráficos vai apurar a reclamação até solucioná-la. PARTICIPE!. Confira a nova edição do Jornal Gráficos na Luta.

FONTE: STIG JUNDIAÍ 

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Dez 22

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Dez 21
Os 90 direitos específicos dos gráficos paulistas contidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) correram um grande risco semana passada. Deputados ligados a setores empresariais e afins, base de sustentação do governo do presidente Temer, tentaram uma manobra para aprovar o antigo projeto que permite a terceirização total da mão de obra no Brasil. Só não obtiveram êxito diante da resistência de deputados de oposição, mas nada impede que voltem a tentar novamente. Além deste projeto, há outro com a mesma finalidade sendo analisado no Senado. Ambos os projetos de lei contam com imenso apoio dos setores empresariais. A Federação dos Gráficos do Estado de São Paulo (Ftigesp) alerta para os prejuízos se eles forem aprovados, como redução salarial e dos direitos, já que a convenção coletiva deixa de ser garantida para os terceirizados.

"Infelizmente, se estes projetos de lei passarem, o efeito da terceirização acabará com direitos de cada classe, pois não obrigará o patrão a pagar os direitos da CCT, só os direitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - estes que são menores que os da CCT", explica o presidente da Ftigesp, Leonardo Del Roy, esclarecendo que esta é uma das verdades ocultas por detrás do projeto da terceirização que só trará benefícios para os empresários contra os direitos trabalhistas da CCT. Isso apenas acontecerá se o Senado aprovar o Projeto de Lei (PLC 30/15), ou se a Câmara aprovar o PL 4302/98 - este que foi barrado, por enquanto, na última semana por deputados do PT, PSB, PDT, PCdoB, Psol, e Rede.

Del Roy explica que a garantia de direitos aos profissionais terceirizados defendidos em ambos os projetos diz respeito somente aos básicos da CLT, deixando flexíveis os direitos da CCT das categorias. O sindicalista lembra que onde a lei já permite as subcontratações, estes profissionais convivem com a falta de direitos porque os patrões sonegam. A maioria dos subcontratados recebe salários e direitos bem menores, tem jornada maior, passa menos tempo empregado, corre maior risco de acidentes laborais, calotes trabalhistas e fica exposto a condições degradantes.

Apesar disso, o empresariado diz que a terceirização é necessária para dar segurança jurídica às empresas para terceirizar, sendo melhor para os empregados subcontratados porque terão todos os mesmos direitos, diferente do que acontece hoje porque há terceirizados e os outros não. "A segurança jurídica que falam é justamente para permitir a legalização de terceirizações feitas hoje de forma contra a lei; quanto aos direitos para todos terceirizados, os patrões falam dos direitos da CLT, pois não seria preciso criar lei para permitir direitos da CCT já regulamentados", diz Del Roy, alertando os trabalhadores para não se deixarem enganar.

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